Vereador de Santa Rita é investigado por suposto envolvimento com tráfico de drogas em operação policial
O cenário político de Santa Rita, na Grande João Pessoa, foi abalado nesta quarta-feira (8) com a deflagração da Operação Bebelândia II, que teve como um de seus alvos o vereador João Alves (PSDB). Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três locais ligados ao parlamentar, incluindo sua residência, escritório e a própria Câmara Municipal.
Segundo informações da Polícia Civil, o vereador está sob investigação por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. A ação policial visa coletar evidências que possam comprovar ou refutar as acusações que pesam contra o político.
Em resposta às investigações, o vereador João Alves emitiu uma nota oficial, declarando que as informações sobre seu envolvimento são “de certa forma inverídicas e sem fundamento”. Ele também ressaltou que “nada, absolutamente nada ilegal, criminoso ou irregular foi encontrado ou apreendido” em nenhum dos endereços vasculhados pela polícia. A polícia, por sua vez, não divulgou detalhes sobre o que foi efetivamente apreendido nos locais relacionados ao vereador.
Operação Bebelândia II Cumpre Mandados e Prende Suspeitos
A Operação Bebelândia II, da qual a ação contra o vereador faz parte, cumpriu um total de sete mandados de busca e apreensão na região. A operação também visava a prisão de indivíduos ligados a atividades criminosas, com dois mandados de prisão já cumpridos contra alvos que se encontram no sistema penitenciário.
Durante a operação, um indivíduo foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Ele foi detido após tentar fugir e descartar uma pistola calibre 9 mm, munida de três carregadores. Aparelhos celulares também foram recolhidos como parte da investigação, com o objetivo de auxiliar na continuidade dos trabalhos policiais e na identificação de outras possíveis conexões.
Câmara Municipal de Santa Rita se Manifesta sobre o Caso
A Câmara Municipal de Santa Rita também emitiu um comunicado oficial a respeito da operação policial. Em nota, a instituição afirmou que a ação “não possui qualquer relação com o exercício do mandato parlamentar”. A Câmara ressaltou que a investigação trata de uma “situação de natureza estritamente privada” e que a apuração compete exclusivamente às autoridades competentes.
O comunicado da Câmara Municipal de Santa Rita também assegurou que o órgão “permanece à disposição para colaborar com as investigações”, demonstrando transparência e compromisso com o processo legal. A nota busca desvincular a imagem da instituição das acusações direcionadas ao vereador João Alves.
O caso segue em andamento, com a Polícia Civil buscando reunir mais elementos para a conclusão do inquérito. A investigação promete trazer mais desdobramentos sobre o suposto envolvimento do vereador com o tráfico de drogas em Santa Rita.
Fonte: g1 PB


















