A crescente demanda por cuidadores de idosos tem levantado preocupações sobre os critérios adequados para a contratação desses profissionais. Em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Caturité FM, a enfermeira especialista em cuidados paliativos, Fabiana Vidal, destacou a importância de uma seleção criteriosa, que vá além da simples assistência, abrangendo também a confiança necessária dentro do ambiente familiar.
Empatia e qualificação: pilares fundamentais
Fabiana Vidal enfatizou que a empatia é um dos principais atributos que um cuidador deve possuir, especialmente ao lidar com pessoas em situação de vulnerabilidade. “É crucial que o cuidador tenha empatia para cuidar de alguém com debilidades”, afirmou. Além disso, a especialista alertou sobre a importância da qualificação profissional, ressaltando que a experiência pessoal não substitui a formação técnica adequada.
Formação profissional e suas exigências
De acordo com Fabiana, é essencial que o cuidador possua, no mínimo, um curso básico na área, que aborde as necessidades físicas, sociais e psicológicas dos idosos, além de incluir noções de primeiros socorros. “Não é suficiente ter cuidado de um familiar para estar apto a exercer essa função profissionalmente”, explicou.
Perfil dos idosos e desafios contemporâneos
A especialista também abordou a mudança no perfil da população idosa, destacando que muitos são ativos e bem informados sobre sua saúde. Isso exige que os cuidadores estejam ainda mais preparados para lidar com pacientes que têm autonomia e conhecimento sobre seus próprios cuidados, respeitando suas opiniões e rotinas.
Desafios locais na formação de cuidadores
Em Campina Grande, a oferta de cursos de formação para cuidadores ainda é limitada, apesar da alta demanda. Fabiana mencionou que, embora instituições como a universidade federal e algumas escolas técnicas ofereçam capacitação, o número de vagas não acompanha a necessidade do mercado.
Alinhamento entre cuidador, família e idoso
O sucesso no cuidado com idosos depende de um bom alinhamento entre o cuidador, a família e o próprio idoso. Fabiana Vidal destacou que impor rotinas sem considerar a vontade do paciente pode gerar desconforto e até rejeição ao profissional. “É preciso respeitar o tempo do idoso e alinhar tudo muito bem para que o cuidado seja eficaz”, concluiu.
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