A capital paraibana, João Pessoa, foi palco de uma tragédia que chocou famílias na Bahia e mobilizou as forças de segurança locais. Os corpos de quatro trabalhadores baianos, que estavam desaparecidos desde a última terça-feira, 31 de outubro, foram encontrados com sinais de execução e, neste sábado, 4 de novembro, foram liberados pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) para serem levados de volta à Bahia, onde serão velados e sepultados.
A descoberta dos corpos ocorreu na sexta-feira, 3 de novembro, em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa, após dias de buscas e angústia por parte dos familiares. A notícia da liberação trouxe um desfecho doloroso, mas necessário, para as famílias que aguardavam ansiosamente por informações.
A angústia do desaparecimento e a descoberta trágica em João Pessoa
Os quatro trabalhadores, identificados como Cleibon Jaques, de 31 anos, e Lucas Bispo, ambos de Campo Formoso (BA); além de Sidclei Silva, de 21 anos, e Gismario Santos, de 23, naturais de Morro do Chapéu (BA), haviam se mudado para a Paraíba a trabalho no setor de construção civil. Eles estavam hospedados em uma casa de apoio em Bayeux, na Grande João Pessoa, e o desaparecimento foi registrado na manhã de quinta-feira, 2 de novembro.
A preocupação surgiu quando o veículo que os transportava para o trabalho chegou ao imóvel na madrugada de quarta-feira, 1º de novembro, e nenhum deles foi encontrado. O motorista notou que a residência estava revirada, com claros sinais de desordem, o que levantou as primeiras suspeitas e levou ao acionamento da polícia.
Relatos de familiares: uma viagem repentina e o último contato
A chegada dos familiares à capital paraibana neste sábado, 4 de novembro, para o reconhecimento e liberação dos corpos no Instituto Médico Legal (IML) foi marcada por dor e relatos emocionantes. Samara Gonçalves e Lavínia de Souza, mãe e esposa de Gismário Santos, de 23 anos, compartilharam detalhes da viagem e dos últimos contatos com o jovem.
Segundo elas, Gismário havia se mudado para o estado há cerca de 10 dias, já empregado por uma empresa de construção civil. A viagem foi definida de forma repentina, e o jovem expressou preocupação por não conhecer a região nem a maioria das pessoas com quem dividiria moradia. Lavínia relatou o último contato com o marido na noite de terça-feira, 31 de outubro, pouco antes do desaparecimento. A conversa foi tranquila, mas foi interrompida abruptamente.
Em um relato angustiante à TV Cabo Branco, a esposa descreveu ter ouvido vozes e gritos antes da ligação ser encerrada. “Ele jogou o celular, ficou tudo escuro, não deu para ver nada, mas eu escutei muitos homens gritando”, afirmou. Após isso, Gismário não respondeu mais às mensagens, e as ligações passaram a ser recusadas, o que inicialmente levou a família a suspeitar de um problema no aparelho celular, antes de receberem a “pior notícia de suas vidas”.
A investigação em curso: indícios de execução e fuga de suspeitos
A perícia inicial nos corpos encontrados em João Pessoa indica que as vítimas foram mortas há cerca de dois dias por disparos de arma de fogo. Três delas estavam com as mãos amarradas para trás, um forte indício de execução. Devido ao avançado estado de decomposição, a identificação visual foi impossibilitada, sendo necessários exames cadavéricos para a confirmação das identidades.
A Polícia Civil informou que o carro utilizado pelas vítimas teria sido roubado no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa. Moradores da Rua Juvenal Coelho, onde os corpos foram encontrados, relataram ter ouvido barulho de buzina e gritos na madrugada de sexta-feira. Câmeras de segurança registraram o momento em que quatro suspeitos fugiram em uma única moto após abandonarem os corpos na área de mata.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Paraíba, que busca esclarecer as circunstâncias da morte dos trabalhadores e identificar os responsáveis por este crime brutal. A comunidade local e as famílias das vítimas aguardam por respostas e justiça.
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