Na noite da última quinta-feira (26), o lendário Maracanã foi palco de uma decisão épica pela Recopa Sul-Americana, colocando frente a frente o Flamengo, buscando a virada em casa, e o Lanús, da Argentina, que chegava com a vantagem de uma vitória por 1 a 0 no jogo de ida. O que se seguiu foi um confronto dramático, repleto de reviravoltas e alta intensidade, culminando com a equipe granate celebrando o tão cobiçado título continental após uma prorrogação decisiva.
O Início da Decisão: Vantagem Argentina Ampliada no Maracanã
Com o placar favorável do primeiro duelo, o Lanús mostrou desde os primeiros minutos no Rio de Janeiro que não veio apenas defender sua vantagem. Aos 29 minutos da etapa inicial, Castillo aproveitou uma desatenção da defesa rubro-negra e balançou as redes, abrindo o placar da partida e ampliando a vantagem agregada para os visitantes. Este gol impôs um desafio ainda maior ao Flamengo, que precisava de dois gols para levar o jogo à prorrogação. No entanto, o alívio para os donos da casa veio ainda no primeiro tempo, quando o uruguaio De Arrascaeta, em cobrança de pênalti, trouxe o placar de volta à igualdade, 1 a 1, mantendo viva a esperança do torcedor flamenguista.
A Virada Rubro-Negra e a Busca Pela Prorrogação
Motivado pelo gol de empate antes do intervalo, o Flamengo retornou para a segunda etapa com uma postura mais agressiva e determinada. A equipe carioca intensificou a pressão no campo de ataque, buscando incessantemente o gol que mudaria o destino da partida. A persistência foi recompensada novamente através de uma penalidade. Jorginho, com frieza, converteu o pênalti, virando o placar para 2 a 1 e levando o confronto para a prorrogação, para a euforia da torcida presente. A Arena vivia momentos de intensa emoção, com a esperança de um título ressurgindo para o clube da Gávea.
A Prorrogação Fatal e o Título Inédito para o Lanús
Com o placar agregado empatado e o nervosismo à flor da pele, a prorrogação se desenhou como um verdadeiro teste de resiliência. Foi nesse período que a experiência e a frieza do Lanús se sobressaíram. Em duas oportunidades cruciais, a equipe argentina demonstrou sua capacidade de decisão. O primeiro golpe veio de uma cobrança de escanteio, onde Canales Dominguez subiu mais alto que a zaga e cabeceou para o fundo da rede, recolocando o Lanús à frente no marcador. O golpe final, e talvez o mais letal, aconteceu em um contra-ataque fulminante: Aquino driblou Rossi e, com categoria, selou o destino da Recopa Sul-Americana, marcando o gol do título e garantindo a glória para o time granate.
Assim, em uma noite inesquecível no Maracanã, o Lanús coroou sua campanha na Recopa Sul-Americana com uma vitória heroica, superando o Flamengo em sua própria casa. A conquista representa um marco histórico para o clube argentino, que demonstrou garra, estratégia e eficácia nos momentos decisivos para erguer o troféu. Para o Flamengo, resta a lição de uma final intensa, onde a luta e a paixão foram evidentes, mas não suficientes para impedir a festa do adversário.

















