Irã: Líder do Parlamento iraniano é visto por Washington como possível interlocutor para o futuro do

Destaques:

  • Mohammad Bagher Ghalibaf é apontado pela Casa Branca como figura-chave para diálogo com o Irã.
  • O governo dos EUA o considera um potencial líder para um futuro governo iraniano.
  • A iniciativa visa evitar uma guerra prolongada e estabilizar os preços do petróleo.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, emerge como uma figura central nas discussões internas da Casa Branca, sendo visto como um possível interlocutor principal para os Estados Unidos no país. Fontes do governo norte-americano, sob condição de anonimato, indicam que Ghalibaf poderia até mesmo ser considerado para liderar um eventual futuro governo iraniano, com apoio dos EUA, ou, no mínimo, desempenhar um papel crucial em negociações diplomáticas para evitar uma escalada do conflito na região.

A percepção de Washington sobre Ghalibaf, apesar de seu histórico de retórica anti-americana, foi detalhada pelo site americano Politico. Essa avaliação sublinha a complexidade das relações entre os dois países e a busca por vias alternativas em meio a tensões crescentes.

A visão de Washington sobre um possível interlocutor

A Casa Branca, sob a administração Trump, tem avaliado Mohammad Bagher Ghalibaf como uma opção promissora para o diálogo com Teerã. Funcionários do governo, citados pelo Politico, expressaram que, embora Ghalibaf já tenha proferido ameaças contra os Estados Unidos, ele é considerado um interlocutor confiável. A estratégia por trás dessa avaliação parece ser a de encontrar uma figura que possa negociar uma saída diplomática para a atual crise, evitando uma guerra prolongada que poderia ter sérias repercussões globais.

Um dos entrevistados destacou que Ghalibaf é “uma opção muito promissora”, embora não seja a única, e que o processo de avaliação de outros “candidatos” está em andamento. A intenção, segundo uma das fontes, seria replicar um modelo de influência, como o observado em outras nações, para garantir acordos estratégicos, especialmente no setor de petróleo.

Trajetória e influência na política iraniana

Mohammad Bagher Ghalibaf, de 64 anos, possui uma trajetória marcada por sua atuação militar e política dentro do Irã. Sua carreira começou durante a Guerra Irã-Iraque, nos anos 1980, período em que os EUA mantinham alinhamento formal com o Iraque. Essa experiência militar foi um pilar para sua ascensão em cargos de destaque.

Entre 1997 e 2000, Ghalibaf galgou posições até alcançar o comando da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), uma força militar de elite encarregada da defesa da Revolução Islâmica. Sua nomeação para esse posto foi feita diretamente pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, evidenciando sua proximidade com o alto escalão do regime. Posteriormente, ele assumiu a chefia do comando policial e, em seguida, a prefeitura de Teerã, antes de se tornar líder do Parlamento em 2020.

É importante ressaltar que, apesar da existência de um Parlamento e um presidente, o Irã não é considerado uma democracia no sentido ocidental. O sistema político do país é caracterizado por um complexo arranjo de comissões que aprovam ou desaprovam candidatos a altos cargos, sempre em consonância com a vontade do líder supremo e dos aiatolás, que detêm o poder de fato.

Tensões e negociações em meio à crise

Apesar das especulações de Washington, Ghalibaf tem mantido uma postura pública de negação sobre qualquer diálogo direto com os Estados Unidos. Na segunda-feira (23), quando o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a existência de um diálogo em curso com autoridades de Teerã, Ghalibaf prontamente refutou a informação, declarando que “notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados”.

Em uma segunda-feira recente, o presidente Trump anunciou uma pausa de cinco dias nos ataques a alvos energéticos no Irã, com o objetivo de abrir caminho para negociações. Essa medida sinaliza uma tentativa de desescalada e busca por uma solução diplomática, mesmo em um cenário de desconfiança mútua e declarações públicas conflitantes.

Implicações geopolíticas e eleitorais para os EUA

Um dos principais receios da administração Trump com uma guerra prolongada no Irã é o impacto potencial nos preços do petróleo no mercado internacional. Um aumento significativo nos custos do petróleo poderia impulsionar a inflação nos EUA, o que, por sua vez, poderia erodir a popularidade do presidente republicano, já em declínio conforme pesquisas de opinião.

Essa preocupação é particularmente sensível devido às eleições legislativas de meio de mandato, que ocorrerão em novembro. Índices econômicos desfavoráveis poderiam prejudicar o partido de Trump, resultando na perda do controle da Câmara e do Senado para os democratas. Tal cenário dificultaria consideravelmente a aprovação de leis de interesse do presidente e a implementação de sua agenda política, tornando a estabilidade regional e econômica uma prioridade para Washington.

Fonte: g1.globo.com

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