As autoridades de saúde da Paraíba estão em alerta e investigam um caso de suspeita de mpox envolvendo uma jovem de 19 anos, natural do Rio Grande do Norte. A paciente, que havia retornado de uma viagem à capital paraibana, João Pessoa, antes de apresentar os primeiros sintomas, está atualmente internada em Mossoró. A situação mobiliza as secretarias de saúde dos dois estados, que buscam esclarecer a origem e a natureza da infecção.
Admissão Hospitalar e Início dos Sintomas
A jovem foi internada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 20 de fevereiro, após procurar atendimento com um quadro que incluía sintomas virais e lesões cutâneas. A manifestação desses sinais clínicos levou a equipe médica a levantar a hipótese de infecção por mpox, desencadeando imediatamente os protocolos de investigação. A paciente informou ter estado em João Pessoa até o dia 18 de fevereiro, dois dias antes de sua admissão.
Divergência no Período de Incubação
A Secretaria de Saúde de João Pessoa (SMS-JP), que acompanha o desdobramento do caso, salientou um ponto crucial para a investigação: o período de incubação do vírus da mpox. Geralmente, os sintomas se manifestam entre 3 e 16 dias após o contato, podendo se estender por até 21 dias. Contudo, a análise cronológica da paciente – sua saída de João Pessoa em 18 de fevereiro e o surgimento dos sintomas em 20 de fevereiro – não se alinha com essa janela de incubação para um contágio ocorrido na capital paraibana, levantando dúvidas sobre a origem geográfica da possível infecção.
Situação Epidemiológica da Mpox na Paraíba
Até a última quarta-feira, 25 de fevereiro, a Paraíba não possuía nenhum caso confirmado de mpox. A Secretaria de Saúde do Estado (SES-PB) informou que, até o momento, foram registradas apenas duas notificações da doença. Uma dessas notificações já foi descartada após exames laboratoriais, e a outra corresponde justamente ao caso atual da jovem turista, que permanece sob investigação ativa. As autoridades reforçam a vigilância epidemiológica e a importância da notificação para o monitoramento da situação no estado.
Andamento das Análises e Diagnóstico Diferencial
Para obter um diagnóstico definitivo, foi solicitado um exame laboratorial específico para mpox para a paciente. A expectativa é que o resultado seja liberado até o final da semana, o que permitirá confirmar ou descartar a presença do vírus. É importante ressaltar que, apesar da suspeita inicial, a equipe médica não descartou outras possíveis causas para os sintomas apresentados, mantendo um diagnóstico diferencial abrangente para garantir o tratamento adequado e preciso.
A investigação coordenada entre as secretarias de saúde do Rio Grande do Norte e da Paraíba demonstra a prontidão dos órgãos públicos em lidar com casos suspeitos de doenças infecciosas. A comunidade permanece atenta aos desdobramentos, aguardando os resultados que trarão clareza sobre este caso e reafirmarão a situação epidemiológica da mpox na região.
Fonte: https://g1.globo.com
















