A Polícia Federal (PF) deflagrou recentemente a Operação Share 2 no município de Guarabira, localizado no Brejo paraibano, resultando na prisão de dois indivíduos. Os suspeitos são acusados de envolvimento em crimes graves relacionados à exploração sexual infanto-juvenil, com foco no armazenamento e comércio de material ilícito. A ação coordenada visou desmantelar uma rede que operava na venda e compartilhamento de conteúdos chocantes, representando um avanço significativo no combate a esse tipo de criminalidade hedionda.
Detalhes da Operação e Mandados Cumpridos
A Operação Share 2 foi executada com base em três mandados judiciais distintos. Durante a ação, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão, essencial para a coleta de provas, além de dois mandados de prisão preventiva. A investida foi o resultado de uma meticulosa investigação que vinha monitorando as atividades dos suspeitos, culminando na intervenção policial que retirou os indivíduos de circulação e interrompeu suas práticas criminosas.
A Gravidade e Abrangência dos Crimes Investigados
As investigações revelaram que os indivíduos presos estavam envolvidos em uma série de delitos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes. Suas atividades criminosas incluíam desde o compartilhamento de imagens e vídeos de abusos até a venda ativa desse conteúdo, que retratava inclusive abusos contra crianças e recém-nascidos. A complexidade do esquema se estendia para além das fronteiras nacionais, com a Polícia Federal constatando a realização de transações financeiras no exterior. Para a aquisição do material ilícito, eram utilizados pagamentos em moedas estrangeiras, como o dólar, e em criptomoedas, notadamente Bitcoin, evidenciando a sofisticação e o alcance internacional da rede criminosa.
Evidências Coletadas e as Implicações Legais
Durante a primeira fase da operação, um vasto volume de mídias com conteúdo semelhante foi apreendido, corroborando as evidências de uma estrutura dedicada à comercialização desses materiais. Para aprofundar a apuração, a Polícia Federal determinou a quebra do sigilo telemático de todos os aparelhos e suportes de mídia confiscados na residência e posse dos suspeitos. Essa medida é crucial para rastrear a origem do conteúdo, identificar outros envolvidos e mapear a extensão da rede. Se condenados pelos crimes imputados, os dois homens enfrentam a possibilidade de cumprir penas de reclusão que, somadas, poderão ultrapassar os 15 anos, refletindo a seriedade das acusações e o rigor da legislação brasileira contra a exploração sexual infantil.
A Operação Share 2 em Guarabira reitera o compromisso das forças de segurança em proteger os mais vulneráveis e combater, com todos os recursos disponíveis, as redes de exploração sexual infantil. A continuidade das investigações visa a completa desarticulação desses grupos e a responsabilização de todos os envolvidos, garantindo a segurança e a justiça para as vítimas.
Fonte: https://g1.globo.com

















