A Polícia Civil da Paraíba está imersa em uma intensa investigação que abrange as esferas criminal e administrativa, após um incidente chocante em João Pessoa. Um policial civil, identificado como Fernando, é atualmente considerado foragido depois de atirar em um adolescente durante uma discussão no bairro Valentina de Figueiredo. O caso, que ocorreu na última quinta-feira (5), mobilizou as autoridades, que buscam elucidar as circunstâncias e localizar o agente.
O Encontro Tenso e os Disparos
O episódio que culminou nos disparos teve início quando o jovem e sua namorada, ambos estudantes, buscavam abrigo da chuva em frente à residência do policial. Segundo relatos, a presença dos adolescentes nas proximidades do imóvel teria provocado a insatisfação do agente. A situação escalou rapidamente, culminando na apresentação de uma arma de fogo pelo policial.
Percebendo a gravidade da ameaça, o adolescente agiu prontamente, acionando a câmera de seu celular para registrar a interação. Durante a acalorada discussão, o policial efetuou dois disparos. O primeiro atingiu o jovem de raspão na região da cintura. Em um ato de proteção à namorada, que seria o alvo do segundo tiro, o adolescente se interpôs, sendo atingido novamente, desta vez no peito, também de raspão.
Mobilização Policial e a Busca pelo Suspeito
Em coletiva de imprensa realizada na manhã seguinte ao ocorrido, o superintendente da Polícia Civil da capital, Cristiano Santana, confirmou o andamento das investigações. A corregedoria da Polícia Civil foi formalmente acionada para fornecer todos os registros e informações sobre a conduta funcional do agente Fernando, que é lotado na 8ª Delegacia Distrital, no Bairro das Indústrias.
Santana detalhou que, além do depoimento do adolescente e da coleta de outros elementos probatórios, a prioridade atual é a localização e detenção do policial, que se encontra foragido. Paralelamente, a arma utilizada no crime será apreendida e submetida a exames periciais no Instituto de Polícia Científica (IPC), fundamentais para a apuração dos fatos.
Relatos das Vítimas e o Apoio Familiar
A namorada do adolescente, que presenciou toda a cena e quase foi atingida, descreveu momentos de pânico e incompreensão. Em depoimento, ela afirmou não conhecer o agressor, reforçando que a abordagem foi abrupta e inesperada. “A gente ficou muito assustado, não queríamos sair de qualquer jeito. Pensa que não, ele vai, aponta a arma para ele. Em nenhum momento a gente não conhecia ele, foi do nada ele chegou lá ameaçando eu e ele para poder sair do local”, relatou, optando por não se identificar.
A mãe do jovem baleado, que acompanhou o filho nos procedimentos pós-ocorrido, também preferiu manter o anonimato, mas revelou conhecer o policial. Ela foi informada sobre os disparos pela namorada do filho, evidenciando o choque e a preocupação da família.
Atendimento Médico e os Próximos Passos Jurídicos
Após os disparos, o adolescente foi imediatamente socorrido e encaminhado ao Ortotrauma de Mangabeira, o Trauminha, onde recebeu atendimento médico. Felizmente, as lesões não foram graves, e ele recebeu alta hospitalar pouco depois. Em seguida, foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC), procedimento padrão para registrar a extensão das lesões.
Acompanhado pela mãe, o jovem prestou seu depoimento formal na Central de Polícia, fornecendo sua versão dos fatos às autoridades. A Polícia Civil mantém a busca ativa pelo policial Fernando e aguarda sua apresentação ou localização para dar continuidade aos interrogatórios e formalizar os procedimentos legais cabíveis nas investigações criminal e administrativa.
O caso segue em aberto, com a Polícia Civil empenhada em reunir todas as provas e depoimentos necessários para a completa elucidação do ocorrido. A conduta do policial civil foragido está sob rigorosa análise, e as autoridades asseguram que todas as medidas legais serão tomadas para garantir a justiça e a responsabilização, conforme determinado pela lei.
Fonte: https://g1.globo.com


















