A Polícia Civil da Paraíba efetuou a prisão e o afastamento de um de seus agentes, José Fernandes Gomes da Silva, de 69 anos, após ele ser detido nesta segunda-feira (9) sob a acusação de atirar em um adolescente no bairro do Valentina, em João Pessoa. O incidente, que envolveu disparos de arma de fogo contra o jovem, desencadeou uma série de procedimentos administrativos e judiciais contra o policial.
Medidas Disciplinares e Processo Criminal em Andamento
Em resposta ao ocorrido, a corporação informou que o afastamento do policial civil de suas funções é de caráter temporário, permanecendo em vigor até a completa conclusão do processo criminal instaurado. Paralelamente à prisão temporária, a Polícia Civil já havia iniciado um processo administrativo disciplinar contra José Fernandes na sexta-feira (6), visando apurar detalhadamente a conduta do agente durante o incidente.
Durante a operação de prisão, a arma de fogo utilizada pelo policial foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para a realização de perícia técnica, essencial para as investigações. O acusado, lotado na 8ª Delegacia Distrital de João Pessoa, localizada no Bairro das Indústrias, foi inicialmente conduzido à carceragem da Cidade da Polícia. Após a audiência de custódia, que manteve a prisão, ele foi transferido para a Penitenciária Especial do Valentina, onde aguarda os desdobramentos judiciais.
Detalhes da Agressão e a Versão da Vítima
O episódio teve início na quinta-feira (5), quando o adolescente e sua namorada, ambos estudantes, buscavam abrigo da chuva sob uma árvore próxima à residência do policial, no bairro do Valentina. De acordo com relatos da família do jovem, o policial teria demonstrado insatisfação com a presença dos adolescentes no local, culminando em uma discussão acalorada.
Em um momento de tensão, o agente civil teria sacado a arma. O adolescente, percebendo a gravidade da situação, ligou a câmera do celular para registrar o ocorrido. Durante o confronto, o policial efetuou dois disparos: o primeiro atingiu o adolescente na região da cintura. Segundo o jovem, o segundo tiro, que o atingiu de raspão no peito, teria sido direcionado à sua namorada, de 15 anos, mas ele interveio para protegê-la. A namorada, que preferiu não se identificar, expressou o choque e o medo vivenciados, afirmando não conhecer o agressor antes do incidente.
Atendimento Médico e o Andamento das Investigações
Imediatamente após os disparos, o adolescente foi socorrido e encaminhado para o Ortotrauma de Mangabeira, conhecido popularmente como Trauminha, onde recebeu os cuidados médicos necessários e, posteriormente, teve alta. Em sequência, para documentar as lesões, ele foi submetido a um exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC), procedimento padrão em casos de agressão física.
A mãe do jovem, que também preferiu manter o anonimato, acompanhou o filho durante todo o processo, incluindo o depoimento prestado na Central de Polícia. Ela relatou conhecer o idoso e foi informada sobre os disparos pela namorada do filho. A investigação prossegue para esclarecer todas as circunstâncias do incidente e determinar a responsabilidade penal do policial civil.
Fonte: https://g1.globo.com
















