A Polícia Civil de São Paulo, em colaboração com a Polícia Civil da Paraíba, efetuou a prisão preventiva de um homem identificado como suspeito de assassinar a tiros sua ex-companheira no município de Arara, Paraíba. A captura ocorreu nesta quinta-feira (26) na capital paulista, marcando um avanço significativo nas investigações sobre o brutal feminicídio que chocou a comunidade local.
A Prisão e a Colaboração Interestadual
A detenção do indivíduo foi resultado de um meticuloso trabalho de inteligência e coordenação entre as forças policiais dos dois estados. Após ser localizado na cidade de São Paulo, o suspeito foi imediatamente encaminhado a uma unidade policial local, onde permanece à disposição da Justiça. A operação demonstra a eficácia da cooperação interinstitucional na busca por indivíduos que tentam evadir-se da responsabilidade criminal cruzando fronteiras estaduais.
Os Detalhes do Crime em Arara
O crime, que gerou grande comoção, ocorreu em 7 de janeiro. A vítima, uma mulher identificada como Ascléia, foi surpreendida pelo ex-companheiro enquanto se dirigia ao trabalho. Segundo as investigações, o agressor realizou disparos contra ela, ceifando sua vida de forma violenta. Após a execução do ato, o homem fugiu do local, iniciando uma perseguição que culminou em sua prisão semanas depois.
A Mensagem Chocante Pós-Feminicídio
Um dos aspectos mais perturbadores do caso envolve a atitude do suspeito logo após o assassinato. Conforme apurado pela polícia, o homem enviou uma mensagem à mãe da vítima, Marizete, contendo um tom de escárnio e crueldade. Na mensagem, ele teria dito: "Marizete, vá buscar sua filha, tá lá embaixo no posto". Esta comunicação reforça a premeditação e o desprezo pela vida da ex-companheira e pela dor de sua família.
Motivação e Premeditação do Crime
A investigação apontou que a principal motivação para o feminicídio teria sido o término recente do relacionamento entre o casal. O suspeito teria demonstrado forte descontentamento com o fato de Ascléia ter comparecido a uma festa de Ano Novo, um comportamento que ele, aparentemente, não aprovava. Este ciúme e a possessividade, somados à separação, são considerados elementos chave que levaram o homem a planejar e executar o assassinato. O envio de uma mensagem anterior à ex-sogra, questionando-a por ter permitido que Ascléia fosse à festa, corrobora a tese de premeditação e controle exercido pelo agressor.
O Andamento Processual
Com a prisão preventiva decretada e efetuada, o suspeito enfrentará agora as etapas do processo judicial. Ele deverá ser transferido para a Paraíba, onde responderá pelos crimes imputados. A Polícia Civil continua a coletar e consolidar as provas para garantir que o agressor seja responsabilizado integralmente pela brutalidade de seus atos, buscando justiça para Ascléia e seus familiares.
Fonte: https://portalcorreio.com.br


















