Destaques:
- Hospital da Unimed JP realiza três telecirurgias robóticas inéditas em dois dias.
- Procedimentos incluem a primeira telecirurgia cardíaca das Américas e as primeiras bariátrica e histerectomia da América Latina.
- O Brasil se consolida como polo de inovação e formação em cirurgia digital, com foco em sustentabilidade.
O cenário da medicina brasileira foi transformado com a realização de três telecirurgias robóticas pioneiras no Hospital Alberto Urquiza Wanderley, unidade de alta complexidade da rede própria da Unimed João Pessoa. Os procedimentos, ocorridos em dias consecutivos, não apenas marcaram a história da Paraíba, mas também posicionaram o Brasil na vanguarda da telecirurgia mundial, com um feito inédito nas Américas e outros dois na América Latina.
A iniciativa, realizada em parceria com a Scolla, um dos maiores centros de treinamento em procedimentos minimamente invasivos da América Latina, demonstra o potencial da tecnologia para transcender barreiras geográficas e otimizar o acesso a tratamentos complexos. A conexão entre João Pessoa e Curitiba, separadas por 3.200 quilômetros, permitiu que cirurgiões experientes comandassem os robôs remotamente, inaugurando uma nova era para a saúde no país.
Marcos históricos na medicina robótica brasileira
A série de procedimentos inovadores teve início com a primeira telecirurgia robótica cardíaca das Américas, realizada em um paciente de 53 anos, Robson Luiz Pereira Neves. Ele foi submetido a uma revascularização do miocárdio para tratar uma doença coronariana. O sucesso da intervenção foi notável, com o paciente sendo extubado em apenas duas horas e apresentando uma recuperação surpreendentemente rápida. “Antes de 24 horas da cirurgia, eu já andei, já pedalei, já fiz alguns exercícios”, relatou Robson Luiz, enfatizando a segurança e a agilidade da recuperação proporcionada pela técnica robótica.
A equipe em João Pessoa contou com os cirurgiões cardiovasculares Maurílio Onofre Deininger, Milton Santoro, Daniel Magalhães e Orlando Gomes de Oliveira, além do anestesiologista José Cleiber. De Curitiba, o cirurgião cardiovascular Rodrigo Ribeiro de Souza liderou o comando do robô, demonstrando a eficácia da colaboração à distância.
No dia seguinte, outros dois marcos foram estabelecidos na América Latina. Pela manhã, foi realizada a primeira telecirurgia bariátrica em uma paciente de 50 anos. A equipe local incluiu os cirurgiões Augusto de Almeida Júnior, Rafael Mourato, Rodolfo Gouveia, Gustavo Marques e Marcelo Loureiro, com os anestesiologistas José Cleiber e Marcos Túlio. De Curitiba, os cirurgiões Paulo Nassif, Leandro Totti e Mariano Palermo acompanharam o procedimento.
À tarde, uma histerectomia total foi realizada em uma paciente de 43 anos, marcando a primeira telecirurgia do tipo na região. Os cirurgiões Carolina Bandeira, Rafael Mourato, Ana Cecília Maia e Daniel Ortiz, junto aos anestesiologistas Gualter Ramalho e Mário Hiluey, compuseram a equipe em João Pessoa, enquanto o cirurgião Fábio Fin comandou o robô de Curitiba.
Avanço tecnológico e a distância superada
A telecirurgia robótica, embora recente no Brasil, alcança agora um novo patamar de complexidade, elevando o Hospital Alberto Urquiza Wanderley a um dos centros mais avançados do país. Este avanço ocorre apenas dois meses após a aquisição de um dos mais modernos robôs do mercado pela Unimed JP, evidenciando um investimento estratégico na transformação digital da medicina.
A capacidade de realizar procedimentos de alta complexidade a longas distâncias representa uma revolução. Ela permite que pacientes em regiões com menor acesso a especialistas possam ser tratados por cirurgiões renomados, independentemente de sua localização física. A tecnologia não só otimiza recursos humanos, mas também pode reduzir o tempo de recuperação e os riscos associados a cirurgias tradicionais, como observado no caso do paciente Robson Luiz.
O papel da Unimed e a visão de futuro
Para discutir e impulsionar o futuro da medicina, a Unimed João Pessoa sediou o evento Inova Robótica, que reuniu especialistas de diversas Unimeds do país. O encontro abordou a inovação, a integração sistêmica e a sustentabilidade na incorporação da cirurgia robótica e da telecirurgia no Sistema Unimed. Durante o evento, as telecirurgias bariátrica e de histerectomia foram transmitidas ao vivo, proporcionando uma experiência única aos participantes.
Gualter Lisboa Ramalho, presidente da Unimed João Pessoa e diretor da Mercado e Marketing da Unimed do Brasil, destacou o momento histórico: “Estamos construindo um pouco mais de história”. Ele informou que mais de 50 Unimeds já aderiram ao Programa Nacional de Cirurgia Robótica e Telecirurgia da Unimed do Brasil, com o ambicioso plano de construir no país o maior polo de cirurgia digital do mundo. Para mais informações sobre avanços na saúde, consulte fontes confiáveis como o Ministério da Saúde.
O vice-presidente da Unimed do Brasil, Paulo Faria, ressaltou o papel institucional da cooperativa em liderar essa transformação digital com responsabilidade. “Evoluir não é uma escolha. É uma necessidade para que continuemos sendo relevantes, reconhecidos e referência em saúde no país”, afirmou, elogiando a Unimed João Pessoa como protagonista nesse processo e a Paraíba como vanguarda no Nordeste.
Sustentabilidade e formação de novos especialistas
A parceria com a Scolla é fundamental para a formação de profissionais, com a estruturação de um polo em João Pessoa para atender a todo o Nordeste. Marcelo Loureiro, fundador e diretor científico da Scolla, enfatizou a importância da atualização permanente na área da saúde: “Em medicina, a gente não pode ficar para trás. A gente precisa estar sempre um passo adiante”. Ele também observou que os avanços na saúde suplementar servem de inspiração e pressão para o setor público.
Em relação à sustentabilidade, Paulo Faria reconheceu que, como toda tecnologia inovadora, o custo inicial é elevado, mas a tendência é de barateamento com a evolução. “O custo ainda é elevado, mas vai entrando em um processo de maior sustentabilidade, de uma condição financeira mais adequada”, explicou. A interação ao vivo entre debatedores e equipes cirúrgicas durante o Inova Robótica, que incluiu discussões sobre aspectos econômicos e modelos de negócio, reforça o compromisso com a viabilidade e expansão dessa tecnologia transformadora. O evento foi amplamente celebrado como um sucesso, consolidando o caminho para o futuro da medicina digital no Brasil.
Fonte: portalcorreio.com.br

















