Duplo Mistério em João Pessoa: Crime Bárbaro Contra Francesa Desvenda Rede de Violência e Assassinato de Suspeito

João Pessoa se viu palco de um intrincado e brutal caso que culminou em duas mortes violentas e expôs a face sombria da criminalidade local. A investigação da Polícia Civil da Paraíba revelou uma sequência chocante de eventos, iniciando com o feminicídio de uma idosa francesa e culminando no assassinato do próprio suspeito, em circunstâncias que apontam para uma complexa teia de drogas e facções criminosas.

A Descoberta Cruel e as Primeiras Pistas

A tragédia veio à tona com a descoberta do corpo carbonizado de Chantal Etiennette, uma cidadã francesa de 73 anos, na madrugada da quarta-feira, 11 de março, em uma calçada no bairro de Manaíra, em João Pessoa. A perícia médica legista, conduzida pelo Instituto de Polícia Científica (IPC), confirmou que a causa da morte de Chantal foram golpes de faca na região do tórax, indicando um assassinato premeditado e violento antes da tentativa de ocultação. As investigações policiais rapidamente se concentraram em Altamiro Rocha dos Santos, companheiro da vítima, após a análise de imagens de segurança que se tornariam peças-chave para elucidar a dinâmica do crime.

A Cronologia dos Eventos e a Evidência em Vídeo

A Polícia Civil conseguiu reconstituir, com o auxílio de gravações de circuitos de segurança, a chocante sequência de ações de Altamiro. No sábado, 7 de março, Chantal retornou ao apartamento que dividia com o namorado e não foi mais vista com vida. A partir daí, o que se desenrolou foi meticulosamente registrado: na segunda-feira, 9 de março, Altamiro foi filmado saindo e retornando ao imóvel com um galão de álcool. A noite seguinte, terça-feira, 10 de março, foi decisiva: imagens internas do prédio e, posteriormente, em uma rua próxima, capturaram Altamiro descendo com uma mala de grande porte. Dentro dela, a investigação policial confirmou, estava o corpo de Chantal. A frieza do ato prosseguiu quando, na madrugada de quarta-feira, 11 de março, o suspeito, utilizando o galão de álcool, entrou em acordo com um homem em situação de rua para que este ateasse fogo ao corpo, em troca de substâncias ilícitas, na tentativa de desfazer-se das evidências.

O Assassinato do Principal Suspeito e a Ligação com Facções

Um dia após o brutal feminicídio e a subsequente queima do corpo, a complexidade do caso se aprofundou dramaticamente. Na manhã de quinta-feira, 12 de março, o próprio Altamiro Rocha dos Santos foi encontrado morto. Seu corpo apresentava sinais de extrema violência: estava decapitado, com as mãos amarradas e uma profunda lesão no pescoço, em um terreno no bairro João Agripino, também em João Pessoa. A natureza da execução levou a Polícia Civil a levantar a hipótese de que a morte de Altamiro pudesse estar ligada à atuação de facções criminosas. Acredita-se que a repercussão do caso de Chantal Etiennette, que atraiu grande atenção policial para a região de Manaíra, teria desagradado esses grupos, que teriam retaliado o suspeito pela visibilidade indesejada. Até o momento, ninguém foi preso pelo assassinato de Altamiro.

Motivações e o Andamento das Investigações

As investigações sobre o feminicídio de Chantal Etiennette apontam para um cenário de conflitos domésticos agravados pelo uso de drogas por parte de Altamiro, fato que a vítima não aceitava. Embora discussões não fossem constantes, um episódio de desentendimento foi registrado por vizinhos semanas antes do crime. A Polícia Civil considera o caso da morte da francesa como elucidado, classificando-o como feminicídio. Contudo, as buscas pelo homem em situação de rua que ateou fogo no corpo de Chantal prosseguem, sendo ele uma peça importante para entender a totalidade dos fatos. Paralelamente, um inquérito específico está em andamento para apurar as circunstâncias e a autoria da morte de Altamiro Rocha dos Santos, buscando desvendar os elos com o submundo do crime organizado.

O desenrolar deste caso em João Pessoa expõe não apenas a brutalidade da violência contra a mulher, mas também as ramificações perigosas do tráfico de drogas e da atuação de facções. Enquanto a justiça para Chantal Etiennette parece mais próxima, a morte violenta de seu assassino introduz uma camada de mistério e a necessidade de aprofundar as investigações para desvendar todos os envolvidos e as motivações por trás deste complexo e chocante duplo assassinato. A sociedade aguarda por respostas completas e a punição dos responsáveis por tamanha barbárie.

Fonte: https://g1.globo.com

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