Duplo Homicídio Choca João Pessoa: A Trama por Trás da Morte da Médica Francesa e Seu Namorado

A cidade de João Pessoa foi abalada por uma série de eventos criminais que tecem uma narrativa complexa e chocante. No centro dessa trama está a morte brutal de Chantal Etiennette, uma médica francesa aposentada, cujo corpo foi encontrado carbonizado dentro de uma mala. A rápida investigação da Polícia Civil da Paraíba apontou o namorado da vítima, Altamiro Rocha dos Santos, como o principal executor. Contudo, o caso ganhou contornos ainda mais dramáticos quando, dias depois, Altamiro também foi encontrado morto, em circunstâncias igualmente violentas, adicionando mistério e exigindo uma nova frente de investigação por parte das autoridades.

Este artigo busca detalhar os fatos conhecidos, a progressão das investigações e os envolvidos nesse intrincado quebra-cabeça criminal que mantém a capital paraibana em suspense. Embora a autoria do feminicídio de Chantal seja considerada esclarecida, as circunstâncias da morte de Altamiro e o papel de um terceiro envolvido na ocultação do cadáver ainda são objeto de apuração.

O Macabro Desfecho de Chantal Etiennette

A descoberta que deu início à série de crimes ocorreu na quarta-feira, 11 de outubro, no bairro de Manaíra. Chantal Etiennette, de 73 anos, foi encontrada sem vida e carbonizada, escondida dentro de uma mala. A Polícia Civil rapidamente identificou seu namorado, o gaúcho Altamiro Rocha dos Santos, como o responsável pelo assassinato. Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para a elucidação, registrando Altamiro transportando a mala contendo o corpo da médica tanto no elevador do prédio onde moravam quanto em vias públicas, antes da ocultação e queima do cadáver.

A Vida da Vítima: Uma Médica Estrangeira em João Pessoa

Chantal era uma médica aposentada de nacionalidade francesa que havia escolhido João Pessoa como seu lar após se desligar da profissão. Embora a Polícia Civil ainda não tenha determinado a data exata de sua chegada ou há quanto tempo residia na capital, sabe-se que ela vivia em um apartamento no bairro de Tambaú. Sua renda mensal, estimada em R$ 40 mil, provinha de sua aposentadoria no exterior. De acordo com as investigações, parte dessa quantia era destinada à manutenção financeira de Altamiro, que não possuía renda fixa. O casal se conheceu na orla da capital, onde Altamiro vendia artesanato, e o relacionamento se aprofundou quando Chantal o acolheu em sua casa durante a pandemia.

Motivação do Feminicídio e Novas Evidências

As investigações apontam que o crime de feminicídio foi motivado pela desaprovação de Chantal ao uso de drogas por parte de Altamiro. Vizinhos relataram episódios de discussões semanas antes do assassinato, embora não fossem consideradas constantes. A Polícia Civil trata o caso como feminicídio. Adicionalmente, uma nova informação pericial confirmou a presença de sangue no apartamento onde Chantal morava, indicando que o crime ocorreu no local de residência da vítima e oferecendo novos subsídios para a compreensão da dinâmica do assassinato.

O Envolvimento de Terceiros na Ocultação do Cadáver

Para a ocultação do corpo, Altamiro contou com a participação de um homem em situação de rua, que foi identificado pelas autoridades. Este indivíduo teria recebido uma quantidade de drogas em troca de atear fogo na mala que continha o corpo de Chantal, em uma calçada no bairro de Manaíra. Embora a polícia esteja em diligências para localizá-lo e ouvi-lo, o delegado Thiago Cavalcanti esclareceu que, por não ter participação direta na morte da médica, o homem não deve ser responsabilizado criminalmente pelo homicídio, mas sim pela ação de ocultação e destruição do cadáver, conforme solicitação do principal suspeito.

O Misterioso Assassinato de Altamiro Rocha dos Santos

Em um desdobramento que chocou a todos, Altamiro Rocha dos Santos foi encontrado morto na quinta-feira, 12 de outubro, no bairro João Agripino. Seu corpo apresentava sinais de extrema violência: estava decapitado, com mãos e pés amarrados e uma lesão profunda no pescoço. A Polícia Civil investiga a morte de Altamiro como um caso à parte, com a principal linha de investigação apontando para uma possível relação com a atuação de integrantes de uma facção criminosa, sugerindo um acerto de contas ou retaliação. Esta apuração é distinta do feminicídio de Chantal, que, em relação à autoria, é considerado concluído.

A Busca pela Família e a Repatriação do Corpo

Devido à nacionalidade da vítima, a Polícia Civil da Paraíba acionou o Consulado da França no Brasil para auxiliar na localização da família de Chantal Etiennette Dechaume. O contato foi estabelecido, e o consulado informou que, após a localização dos familiares, será necessário que eles formalizem a contratação de um advogado para tratar dos procedimentos de traslado do corpo para a França. Atualmente, o corpo da médica francesa se encontra no Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), onde passa por exames adicionais e aguarda a liberação oficial para ser entregue aos seus entes queridos.

O caso da médica francesa e a subsequente morte de seu namorado formam um intrincado cenário que desafia as autoridades a desvendar todas as suas ramificações. Enquanto o feminicídio de Chantal Etiennette teve sua autoria presumidamente esclarecida, as circunstâncias da morte de Altamiro Rocha dos Santos e o papel exato do homem em situação de rua ainda demandam investigações aprofundadas. João Pessoa, que acolheu a médica aposentada, agora testemunha o desdobramento de uma tragédia multifacetada, onde a violência e o mistério se entrelaçam, aguardando as conclusões finais da justiça.

Fonte: https://g1.globo.com

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