A cientista brasileira Mariangela Hungria, renomada pesquisadora da Embrapa, foi recentemente incluída na lista das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. A publicação, divulgada nesta quarta-feira (15), destacou o impacto significativo de seu trabalho na agricultura sustentável.
Inovações que transformam a agricultura
Mariangela Hungria, que atua na Embrapa há 43 anos, tem sido uma figura central no desenvolvimento de tecnologias que utilizam microrganismos para substituir fertilizantes sintéticos. Seu trabalho tem permitido que 85% da soja brasileira seja cultivada com esses microrganismos, resultando em uma economia de cerca de US$ 25 bilhões anuais para os agricultores e reduzindo significativamente as emissões de dióxido de carbono.
Reconhecimento internacional
Além de sua recente inclusão na lista da Time, Mariangela foi vencedora do Prêmio Mundial de Alimentação, conhecido como o “Nobel da Agricultura”, em 2025. Este reconhecimento veio em função de suas contribuições para o aumento da produtividade agrícola e a redução do uso de fertilizantes químicos, promovendo práticas mais sustentáveis e economicamente viáveis.
Impacto global e desafios futuros
O trabalho de Mariangela não se limita ao Brasil. Suas inovações têm sido adotadas globalmente, beneficiando agricultores em diversas partes do mundo. A cientista continua a se dedicar ao desenvolvimento de novas soluções biológicas que possam aumentar ainda mais a eficiência e a sustentabilidade na agricultura.
O papel da Embrapa
Em suas declarações, Mariangela destacou o apoio crucial da Embrapa ao longo de sua carreira. Ela ressaltou que a instituição foi fundamental para a continuidade de suas pesquisas, investindo em biotecnologia em uma época em que o foco era predominantemente químico. Esse suporte permitiu que suas ideias inovadoras florescessem e alcançassem o reconhecimento que têm hoje.
Uma trajetória inspiradora
Formada em engenharia agronômica pela Esalq e com doutorado pela UFRRJ, Mariangela começou sua carreira na Embrapa Agrobiologia e, desde então, tem contribuído significativamente para a produtividade de culturas como trigo, milho, arroz e feijão. Sua inclusão na lista da Time é um testemunho de sua dedicação e impacto no campo da ciência agrícola.
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