A importância do Abril Azul na rede municipal de saúde
O mês de abril é marcado globalmente por ações voltadas à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em Campina Grande, a Secretaria Executiva de Saúde Mental tem intensificado as atividades de sensibilização, buscando não apenas informar a população, mas também fortalecer a rede de suporte para famílias e pacientes. A secretária executiva de Saúde Mental, Lívia Sales, reforçou durante entrevista à Rádio Caturité FM, na quarta-feira (22), que o foco central da campanha é o diagnóstico precoce e a quebra de estigmas sociais.
Para a gestão municipal, o autismo exige um olhar atento e multidisciplinar. A mobilização envolve uma série de iniciativas que percorrem escolas, unidades de saúde e espaços públicos, promovendo um diálogo aberto sobre a neurodiversidade. Eventos como o “TEAcolho”, realizado no Parque Evaldo Cruz, exemplificam a estratégia de levar serviços de saúde, oficinas e atividades lúdicas para mais perto da comunidade, integrando o atendimento clínico com a convivência social.
Diagnóstico e acesso aos serviços especializados
Um dos pontos cruciais abordados pela secretária foi o fluxo de atendimento na rede pública. O acesso ao suporte especializado começa na atenção básica, que atua como porta de entrada para o encaminhamento dos pacientes. A partir dessa avaliação inicial, o município direciona os casos para centros de referência, como o Centro Especializado em Reabilitação (CER), o Centro Municipal de Atendimento Especializado (CMAIS) e a Clínica-Escola do Autismo, que é reconhecida como uma unidade de referência regional pelo atendimento individualizado.
Lívia Sales também observou um crescimento significativo no número de diagnósticos, inclusive entre a população adulta. Segundo a gestora, esse fenômeno reflete o aumento do acesso à informação e a maior sensibilidade dos instrumentos de avaliação atuais. No entanto, ela faz um alerta importante: o diagnóstico deve ser sempre criterioso e baseado em um conjunto de características clínicas, evitando a interpretação isolada de traços comportamentais.
Acolhimento familiar e continuidade do tratamento
Além do suporte direto ao paciente, a Secretaria de Saúde Mental tem priorizado o acolhimento aos familiares. No dia 29 de abril, a cidade promove um evento focado em pais e responsáveis, visando a troca de experiências e a orientação técnica. A continuidade do tratamento é apontada como o pilar fundamental para garantir qualidade de vida e um melhor prognóstico, beneficiando não apenas a criança ou o adolescente, mas todo o núcleo familiar.
A mensagem final da gestão é clara: a inclusão é um compromisso coletivo que vai além das políticas públicas. Ao combater o preconceito e promover o acolhimento da diversidade, Campina Grande busca construir um ambiente onde o autismo seja compreendido como parte da experiência humana. O PB em Rede segue acompanhando as ações de saúde e inclusão no município, trazendo sempre informações relevantes e atualizadas para o nosso leitor. Continue conosco para se manter bem informado sobre os temas que impactam a nossa sociedade.



















