A Polícia Civil da Paraíba fez uma descoberta significativa na manhã desta quarta-feira (29), encontrando um corpo em uma área de buscas pela idosa Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, que estava desaparecida há uma semana na Grande João Pessoa. O achado ocorreu em Bayeux, intensificando a investigação que mobiliza forças de segurança e a comunidade local desde o último dia 22 de abril. Embora haja uma forte suspeita de que o corpo seja da idosa, a confirmação oficial depende de exames periciais a serem realizados.
O caso de Milce Daniel Pessoa tem gerado grande repercussão, com a família e as autoridades empenhadas em desvendar as circunstâncias de seu sumiço. O local onde o corpo foi encontrado é uma região de mata, que já havia sido alvo de buscas anteriores, e a presença de equipes especializadas reforça a complexidade do cenário.
A Descoberta e a Espera pela Confirmação Oficial
O corpo foi localizado em uma área de mata em Bayeux, um dos pontos focais das operações de busca que contaram com a participação do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e de cães farejadores. O delegado Douglas Garcia, responsável pelo inquérito, confirmou o achado, mas ressaltou a necessidade de exames periciais para a identificação formal. Essa etapa é crucial para garantir a precisão da informação e trazer clareza à família de Milce, que vive dias de angústia desde o desaparecimento.
A perícia no local é minuciosa, buscando coletar todos os vestígios que possam auxiliar na investigação e na elucidação dos fatos. A expectativa é que os resultados dos exames ajudem a traçar um panorama mais claro sobre o que pode ter acontecido com a idosa.
O Misterioso Desaparecimento de Milce Daniel Pessoa
Milce Daniel Pessoa foi vista pela última vez na manhã da quarta-feira, 22 de abril, após acompanhar um amigo e vizinho, Willis do Carmo, a uma consulta médica. O destino era o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado entre as cidades de Santa Rita e Bayeux. Segundo o relato de Willis, no caminho de volta para casa, a idosa teria expressado o desejo de comer mangas, levando-os a parar em uma área próxima ao bairro onde residem em Bayeux.
O amigo afirmou que, enquanto se abaixava para apanhar as frutas, perdeu Milce de vista “num piscar de olhos”. Ele relatou ter procurado por ela por um tempo, mas sem sucesso. Após o desaparecimento, Willis do Carmo dirigiu-se à residência da idosa, onde ela morava com uma das filhas, para informar a família sobre o ocorrido. Imediatamente, um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil, dando início às investigações.
A Versão do Amigo e a Perícia Detalhada
O depoimento de Willis do Carmo foi peça central nos primeiros dias da investigação. Ele foi ouvido oficialmente na delegacia de Bayeux na segunda-feira, 27 de abril. Em entrevista à TV Cabo Branco, Willis reiterou sua versão, comparando o sumiço da amiga a um “descuido com uma criança”. Ele enfatizou a amizade de 40 anos com Milce e o fato de que ela era “louca por manga”, justificando sua parada para apanhar as frutas como um gesto para satisfazer um desejo dela.
A Polícia Civil, em sua busca por respostas, realizou perícias detalhadas tanto na casa quanto no carro de Willis do Carmo. Durante a inspeção veicular, conduzida pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), foram encontrados fios de cabelo e um pedaço de tecido que, aparentemente, possuía a mesma cor do vestido que Milce usava no dia de seu desaparecimento. Esse material foi prontamente recolhido e encaminhado para análise laboratorial.
A perita Elaine Soares, do IPC, explicou o rigor do trabalho forense. “A perícia aqui faz um levantamento de microvestígios, ela examina qualquer objeto dentro do veículo que pode estar sendo ao fato relacionado e investigado, procura manchas semelhantes a sangue, pelos, que podem ser examinados como relacionados ao pelo humano, ou outros vestígios do tipo”, detalhou. Sobre os fios de cabelo, ela esclareceu que o material será analisado para determinar se há relação com o caso.
A Complexidade da Investigação Policial
A investigação do desaparecimento de Milce Daniel Pessoa é conduzida com cautela pela Polícia Civil. O delegado Douglas Garcia tem mantido sigilo sobre detalhes específicos, como os motivos exatos para as perícias na casa e no carro de Willis do Carmo, ou se ele é considerado suspeito no caso. Essa postura é comum em investigações complexas, visando preservar a integridade das provas e evitar especulações que possam prejudicar o andamento do inquérito.
A mobilização de diversas forças de segurança e o uso de recursos como cães farejadores demonstram a seriedade com que o caso está sendo tratado. A comunidade da Grande João Pessoa acompanha os desdobramentos com apreensão, aguardando por respostas que possam trazer um desfecho para a família de Milce Daniel Pessoa.
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