Bolsonaro nega intenção de descumprir lei em depoimento sobre arma apreendida

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo em uma blitz realizada em Taguatinga. Em sua declaração, o ex-mandatário negou qualquer intenção de descumprir a legislação vigente, classificando o episódio como um fato sem relevância penal.

Contexto do depoimento e defesa

O depoimento ocorreu na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que representou a defesa, o ex-presidente confirmou que solicitou a um militar que auxiliasse no reparo do armamento, após identificar que o equipamento apresentava falhas técnicas.

A defesa argumenta que a pistola é de propriedade do ex-presidente e possui registro regular. Os advogados sustentam que, na ausência de uma determinação oficial para o cancelamento do registro, o armamento deveria estar sob sua posse no local onde cumpre a medida judicial. A expectativa da defesa é que o inquérito seja arquivado pela autoridade policial.

Apreensão em blitz e desdobramentos

O caso teve início em 15 de junho, quando um veículo foi parado em uma barreira policial na região administrativa de Taguatinga. Na ocasião, os agentes encontraram uma pistola Glock 9mm e um carregador sobressalente. O condutor do veículo foi encaminhado à delegacia e declarou que a arma lhe foi entregue para que o reparo fosse realizado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que a defesa prestasse esclarecimentos sobre o motivo da solicitação de conserto da arma justamente no período final dos 90 dias de sua prisão domiciliar humanitária. O magistrado deve decidir nesta quinta-feira (25) sobre a manutenção da medida cautelar.

Situação jurídica de Bolsonaro

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 27 de março deste ano. A medida foi estabelecida no âmbito do processo referente à trama golpista, no qual o ex-presidente foi condenado a uma pena de 27 anos e três meses de reclusão. O inquérito sobre a arma apreendida segue em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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