A cidade de Caaporã, localizada na Região Metropolitana de João Pessoa, Paraíba, entrou para o RankBrasil nesta quinta-feira, dia 25, ao produzir a maior pamonha do país. Com um peso impressionante de 1 tonelada e 380 kg, a iguaria gigante foi o grande destaque da abertura oficial dos festejos juninos do município, celebrando a rica cultura e a força da agricultura local.
A homologação do recorde foi realizada às 18h, após uma rigorosa pesagem oficial conduzida pela instituição RankBrasil, responsável por certificar os recordes nacionais. O feito não apenas celebra a tradição gastronômica da região, mas também mobiliza a comunidade em torno de um evento de grande visibilidade.
Um recorde de sabor e tradição em Caaporã
A iniciativa de criar a maior pamonha do Brasil surgiu como uma forma de valorizar a cultura junina e a produção agrícola de Caaporã. A pamonha, um dos símbolos mais queridos das festas de São João no Nordeste, ganhou uma dimensão monumental, atraindo olhares e paladares. Este recorde é um testemunho da dedicação e do espírito comunitário da população.
Segundo Sonnaly Nazário, nutricionista e uma das idealizadoras e coordenadoras do projeto, a ideia foi concebida em um curto período de tempo. “Nossa agricultura familiar é muito forte, tem uma produção de milho exorbitante todos os anos, praticamente tem milho o ano inteiro. Então, veio a ideia de fazer a maior pamonha do Brasil”, explicou Nazário, destacando a abundância do principal ingrediente na região.
Mobilização comunitária e o papel da agricultura familiar
A produção da pamonha gigante foi um verdadeiro mutirão que envolveu mais de 500 pessoas. Dentre elas, cerca de 30 cozinheiros e uma vasta equipe de apoio trabalharam incansavelmente para que o projeto se concretizasse. O planejamento, que durou pouco mais de três semanas, representou um desafio logístico e de coordenação, superado pela união da comunidade.
Para a confecção da pamonha, foram utilizadas aproximadamente 25 mil espigas de milho. Todas as espigas foram adquiridas diretamente da agricultura familiar do próprio município, reforçando a economia local e valorizando os produtores rurais de Caaporã. Essa colaboração entre a comunidade e os agricultores foi fundamental para o sucesso do empreendimento.
O desafio da produção e a homologação do RankBrasil
O processo de produção foi dividido em várias etapas, que incluíram a retirada das palhas, higienização, moagem do milho e o preparo da massa. A organização utilizou tanto máquinas quanto trabalho manual para garantir a qualidade e a autenticidade da pamonha. O desafio de planejar e executar um projeto dessa magnitude em apenas 25 dias foi considerável, mas a equipe demonstrou grande resiliência.
Luciano Cadari, representante do RankBrasil, enfatizou a dificuldade de superar este tipo de recorde. “Esse recorde ficou muitos anos sem ser superado por ser um recorde bem difícil. Para ser uma pamonha gigante, ela precisa representar uma pamonha normal, com a mesma aparência e os mesmos ingredientes. Por isso, exigimos que ela tenha a costura entre as palhas e que realmente tenha aparência de pamonha”, detalhou Cadari, explicando os critérios rigorosos para a certificação.
Celebração e impacto na comunidade
Após a certificação e a entrega do selo de recorde ao prefeito da cidade, a pamonha foi prontamente servida à população. A estimativa é que o produto final tenha rendido entre 5 mil e 6 mil fatias, quantidade suficiente para atender uma parcela significativa dos cerca de 21 mil habitantes de Caaporã. A distribuição das fatias marcou um momento de celebração e partilha, consolidando a pamonha gigante como um símbolo de orgulho para o município.
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