O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (8), durante um evento à margem da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, na Turquia, sua intenção de cortar “todas as relações comerciais” com a Espanha. Trump classificou o país ibérico como um “parceiro terrível” da Otan e o descreveu como governado por “pessoas más”, reiterando sua insatisfação com a contribuição espanhola à aliança e as relações comerciais bilaterais.
Críticas Diretas à Espanha e Ameaça de Sanções
As declarações de Trump foram feitas a jornalistas e direcionadas ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. O ex-presidente afirmou categoricamente: “Não participam, não pagam. Eu não quero ter nada a ver com a Espanha. Corte todas as relações com a Espanha, por favor, incluindo visitas, ok?”. Ele previu que, uma vez impostas as restrições, a Espanha “voltaria correndo” para os Estados Unidos.
Trump reforçou o desejo de encerrar “qualquer relação comercial” com o país, chamando os espanhóis de “um caso perdido” e “pessoas más”. Ele destacou que, enquanto outros países estão “pagando e trabalhando”, a Espanha seria “abertamente hostil”, prometendo garantir que o país passe a “ganhar muito menos” dinheiro com os EUA.
A insatisfação de Trump com a Espanha não é um fato isolado. No ano passado, durante a cúpula de Haia, ele já havia ameaçado cortar relações comerciais com o país depois que o então premiê Pedro Sánchez recusou cumprir a meta de destinar 5% do PIB à Defesa, um ponto de atrito recorrente nas discussões sobre as contribuições dos membros da Otan.
A Polêmica da Groenlândia e a Crítica à Dinamarca
Após as declarações sobre a Espanha, Trump voltou a abordar a questão da Groenlândia, descrevendo o território como um “grande problema” e de “muito importante para os Estados Unidos”, mas “não importante para a Dinamarca”.
Ele relembrou o contexto da Segunda Guerra Mundial, afirmando que a Dinamarca, “atropelada pelos nazistas em menos de um dia”, teria solicitado aos Estados Unidos que “tomassem conta da Groenlândia”. Trump criticou veementemente a decisão de “estupidamente” devolver o território, argumentando que os EUA é que precisam da Groenlândia para “proteger o mundo, não apenas os Estados Unidos”. Ele acrescentou que nunca teria devolvido o território à Dinamarca.
Insatisfação com Aliados Europeus na Otan
O ex-presidente também expressou “muito descontente” com a postura de países como França, Alemanha, Itália e Reino Unido em relação à guerra no Irã. Segundo ele, essas nações se recusaram a ceder bases militares às Forças Armadas norte-americanas, o que gerou grande frustração.
Trump sugeriu que apenas “alguns países menores” auxiliaram os EUA, motivados por sua maior vulnerabilidade. Ele prometeu expor seus “problemas” aos demais líderes da aliança, embora tenha afirmado gostar dos chefes de Estado e de governo europeus.
“Acho que não trataram bem os Estados Unidos durante muitos anos, mas tudo bem. São pessoas sensatas, racionais e boas pessoas, pelo menos a maioria”, concluiu, ressaltando a percepção de um tratamento desfavorável aos EUA por parte de seus aliados na Otan. Para mais informações, consulte Reuters.
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