A final da Copa do Mundo de 2026, que acontecerá neste domingo (19) às 16h (horário de Brasília) em Nova Jersey, naturalmente coloca os holofotes sobre estrelas como Lionel Messi, pela Argentina, e Lamine Yamal, pela Espanha. No entanto, o caminho até a grande decisão foi pavimentado não apenas pelos craques, mas também por um elenco de jogadores que, embora menos badalados, provaram ser indispensáveis para suas seleções, conforme aponta a Agência Brasil.
Esses atletas, muitas vezes fora dos grandes destaques nas manchetes, desempenharam papéis cruciais, seja na solidez defensiva, na criação de jogadas ou em gols decisivos. Sem a contribuição desses “heróis invisíveis”, a presença de Argentina e Espanha na final poderia ser uma realidade bem diferente.
Argentina: pilares defensivos e surpresas no ataque
Apesar da inegável influência de Lionel Messi, que participou de 12 dos 19 gols argentinos na Copa (oito gols e quatro assistências), a defesa da Albiceleste tem sido um pilar. Cristian Romero, zagueiro, é um exemplo claro. Ele se destaca no sistema defensivo, figurando como o sexto melhor jogador da Copa em ações defensivas no Power Ranking da Fifa, com nota 7.34. Sua performance foi notável na semifinal contra a Inglaterra, onde obteve a maior pontuação em ações defensivas (7.79).
Romero também mostrou sua capacidade ofensiva ao marcar um gol de cabeça contra o Egito, nas oitavas de final, iniciando a virada argentina de 0 a 2 para 3 a 2 em Atlanta. Ao seu lado na zaga, Lisandro Martínez, apesar da estatura de 1,75 metro, impressiona pela liderança e posicionamento. Sua qualidade nas bolas longas é um diferencial, como no lançamento preciso que resultou no primeiro gol de Messi contra Cabo Verde, em Miami.
Outro nome que surpreendeu é Alexis Mac Allister. Com 1,76 metro, o meia tem se destacado no jogo aéreo e como elemento surpresa. Ele marcou o primeiro gol da vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, nas quartas de final, e acertou a trave duas vezes na semifinal contra a Inglaterra, demonstrando sua presença constante na área adversária.
Espanha: solidez defensiva e artilheiros inesperados
A Espanha chegou à final com uma defesa quase impenetrável, sofrendo apenas um gol em toda a Copa. A trinca defensiva composta por Aymeric Laporte, Pau Cubarsi e Marc Cucurella já era esperada, mas a ascensão de Pedro Porro na lateral-direita dissipou quaisquer dúvidas. Porro é o segundo melhor em desempenho defensivo na Copa (7.69), atrás apenas de seu companheiro Rodri (8.03), segundo o Power Ranking da Fifa.
Além da defesa, Porro contribuiu ofensivamente, com dois gols resultantes de suas tramas com Yamal pela direita, incluindo o gol da vitória por 2 a 0 sobre a França nas semifinais, em Dallas. No meio-campo, Mikel Merino emergiu como um especialista em gols decisivos vindo do banco. Ele marcou os gols que garantiram as vitórias por 1 a 0 contra Portugal e por 2 a 1 contra a Bélgica, nas oitavas e quartas de final, respectivamente.
A versatilidade de Merino, desenvolvida no Arsenal, permite-lhe atuar como elemento surpresa e até como um “falso 9”, buscando a bola e criando jogadas. Já o atacante Mikel Oyarzabal, embora não seja um dos nomes mais falados para artilharia, é o goleador da Fúria nesta Copa, com cinco gols. Sua trajetória inclui o gol do título da Eurocopa de 2024, e ele acumula 18 gols em 22 jogos desde aquela final.
O impacto dos coadjuvantes na grande final
A presença desses jogadores, que operam nas sombras dos grandes nomes, sublinha a importância do coletivo no futebol de alto nível. Suas contribuições em momentos cruciais, seja na recuperação de bolas, na organização tática ou na finalização, são a prova de que o sucesso de uma equipe vai muito além do brilho individual das estrelas. Argentina e Espanha chegam à final com elencos profundos, onde cada peça tem seu valor inestimável.
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