Irã critica uso de ativos iranianos por Trump para indenizações
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O chanceler do Irã, Seyed Abbas Araghchi, expressou severas críticas ao plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de utilizar ativos iranianos sob controle americano para compensar danos relacionados ao transporte marítimo. Araghchi destacou que tal ação estabelece um “precedente incendiário” e pode incitar “caos” ao normalizar a apreensão de recursos de outros países.
Precedente perigoso e reação nas redes sociais
Araghchi, em suas redes sociais, alertou que a lógica de confisco pode se espalhar para outros governos. Ele enfatizou que aqueles que celebram ou lucram com esses fundos devem estar cientes de que, uma vez que os governos normalizam a confiscação, os ativos de ninguém estarão seguros.
Declaração de Trump e possíveis consequências
Trump afirmou que qualquer dano a navios, cargas ou bens ligados à navegação será pago com recursos iranianos controlados pelos EUA. Ele descreveu a medida como “justa e equitativa”, mas não detalhou quais ativos seriam usados ou o mecanismo jurídico para os pagamentos.
Tensão no Estreito de Hormuz
A reação iraniana veio após ameaças de Washington de atacar infraestrutura do Irã se embarcações fossem alvo no Estreito de Hormuz. Trump mencionou a possibilidade de destruir “uma ponte ou usina elétrica” no Irã caso houvesse ataques a navios na região.
Rejeição a proposta de cessar-fogo
Após as declarações de Trump, o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia al-Sudani. Autoridades afirmaram que Teerã não aceita acordos temporários que não abordem o controle do estratégico Estreito de Hormuz.
Ameaças da Guarda Revolucionária
Em resposta às ameaças dos EUA, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que cortaria o fornecimento de energia de aliados dos EUA no Oriente Médio se os americanos atacassem usinas iranianas. Além disso, ameaçou interromper o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico e atacar infraestruturas energéticas e econômicas na região.
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