Crimes eleitorais: PF investiga 833 casos em 2026; MA e RJ no topo
A Polícia Federal instaurou 833 inquéritos para investigar crimes eleitorais em 2026, segundo dados atualizados até o fim de julho. O Maranhão lidera o número de investigações, seguido pelo Rio de Janeiro, Ceará e São Paulo, enquanto o Acre é o único estado sem ocorrências registradas.
Principais crimes eleitorais investigados
Grande parte dos crimes registrados envolve falsidade ideológica, inscrição fraudulenta de eleitor e corrupção. Dos 833 inquéritos, 829 foram abertos por portaria, método utilizado quando há indícios de crime sem flagrante. Apenas quatro investigações resultaram de prisões em flagrante, destacando o papel das denúncias e das diligências policiais.
Distribuição geográfica das investigações
O Maranhão concentra 98 inquéritos, seguido pelo Rio de Janeiro com 87, Ceará com 83 e São Paulo com 69. Outros estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins também registraram números significativos de investigações.
Oscilações nos registros de flagrantes
O monitoramento da Polícia Federal indica variações nos registros de flagrantes ao longo do ano. O maior pico ocorreu em fevereiro, com 16 ocorrências em um único dia, enquanto março e abril também apresentaram altos índices de fiscalização.
Consequências legais e sanções
Os crimes investigados são enquadrados no Código Eleitoral, podendo resultar em penas de detenção à reclusão de até seis anos, além de multas. Em casos graves, como compra de votos e desvio de recursos, as sanções incluem cassação de registro ou mandato e inelegibilidade por até oito anos.
Durante o período eleitoral, a legislação endurece as penas para crimes que possam influenciar a vontade do eleitor ou comprometer o processo democrático, como calúnia e difamação contra candidatos ou partidos.
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Fonte: gazetadopovo.com.br


















