SUS implementa novo teste para câncer colorretal
Brasília — O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a incluir, a partir desta segunda-feira (10), o teste imunoquímico fecal (FIT) como parte dos procedimentos disponíveis para pacientes da rede pública. A medida, publicada no Diário Oficial da União, visa o rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos.
Teste FIT: inovação no rastreamento
O teste imunoquímico fecal é uma ferramenta que detecta sangue oculto nas fezes, um possível indicativo de pólipos ou lesões pré-cancerígenas. Diferente dos métodos tradicionais, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, aumentando a precisão dos resultados.
Impacto na saúde pública
Com a implementação do FIT, o Ministério da Saúde estima que mais de 40 milhões de brasileiros terão acesso facilitado à prevenção e detecção precoce do câncer colorretal. Este tipo de câncer é o segundo mais frequente no Brasil, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma, com uma estimativa de 53,8 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Vantagens e limitações do exame
Entre as principais vantagens do FIT estão a ausência de necessidade de preparo intestinal, a dispensa de dieta restritiva antes da coleta e a possibilidade de realização com apenas uma amostra. No entanto, a colonoscopia continua sendo o método principal para avaliação do intestino, pois permite a visualização direta e a remoção de pólipos.
Procedimento e adesão
O exame é realizado de forma simples: o paciente recebe um kit para coleta em casa e envia o material para análise laboratorial. Caso o resultado seja positivo para sangue oculto, exames complementares são recomendados. A facilidade e menor invasividade do FIT têm contribuído para uma maior adesão da população ao rastreamento.
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