O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família pousaram no aeroporto Opa-Locka, em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro. A aeronave partiu do Equador e a viagem durou cerca de quatro horas, segundo o site de monitoramento de voos Flight Aware.
Viagem após cruzar a fronteira com a Argentina
Na noite anterior, Flávio, sua esposa e filhas cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50, através da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Às 23h30, embarcaram em um avião privado com destino a Guayaquil, no Equador. As informações foram confirmadas pela Direção Nacional de Migrações da Argentina.
Descumprimento de ordem judicial
A viagem ocorreu após Flávio Bolsonaro descumprir uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. A medida faz parte de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro, juntamente com o advogado Willer Tomaz. Ambos negam as acusações.
Declarações e contexto político
Na véspera de sua partida, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que não pretendia deixar o Brasil e que ficaria para organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito recentemente. Lula venceu Flávio no segundo turno das eleições presidenciais por mais de 4,4 milhões de votos.
Reações e especulações
A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos foi confirmada por um aliado próximo do senador e por uma fonte do governo norte-americano à agência Reuters. A decisão de deixar o país ocorre após declarações de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que sugeriu que Flávio deveria liderar a oposição brasileira do exterior caso perdesse as eleições.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


















