Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, aguardam ansiosamente a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que nesta terça-feira (3) analisa um recurso que pode resultar na soltura do influenciador. Ambos foram condenados por envolvimento na produção de conteúdo pornográfico com adolescentes, mas estão atualmente sob prisão preventiva.
Entenda o caso Hytalo Santos
A investigação sobre Hytalo Santos começou em 17 de dezembro de 2024, quando o Ministério Público da Paraíba (MPPB) começou a apurar denúncias de exploração de menores em conteúdos publicados nas redes sociais. Hytalo, natural de Cajazeiras, acumulava 16,9 milhões de seguidores e negou as acusações, alegando que os adolescentes eram “crias” que frequentavam sua casa.
Repercussão e medidas judiciais
O caso ganhou maior visibilidade após o youtuber Felca, com mais de 4 milhões de inscritos, publicar um vídeo em 6 de agosto de 2025, criticando a exploração de adolescentes nos conteúdos de Hytalo. Em resposta, a Justiça da Paraíba bloqueou o acesso do influenciador às redes sociais e desmonetizou seus conteúdos.
Prisão e transferência para a Paraíba
Em 15 de agosto de 2025, Hytalo e Israel foram presos preventivamente em Carapicuíba, São Paulo, sob suspeita de tentativa de fuga do Brasil. Posteriormente, foram transferidos para a Paraíba e atualmente estão detidos no Presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa.
Condenação e apelo da defesa
Em fevereiro de 2026, ambos foram condenados por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. Hytalo recebeu uma pena de 11 anos e 4 meses, enquanto Israel foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias. A defesa busca anular a sentença, argumentando que os conteúdos são manifestações culturais e que houve uma interpretação ampla do crime.
Investigação por lavagem de dinheiro
Além das acusações de pornografia, Hytalo e Israel enfrentam uma investigação por lavagem de dinheiro, com mandados de busca e apreensão cumpridos em João Pessoa, Campina Grande e Recife. A apuração está ligada a jogos e apostas ilegais.
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