Van com 174 tabletes de maconha apreendida era alugada por prefeitura
Uma van apreendida com 174 tabletes de uma substância semelhante à maconha, no bairro do Cuiá, em João Pessoa, está envolvida em um contrato de aluguel com a prefeitura de Mataraca, localizada no Litoral Norte da Paraíba. O veículo, registrado no nome do delegado de Polícia Civil Walter Brandão, foi alugado por R$ 261 mil para um período de 12 meses.
Contrato de aluguel e vínculo com a prefeitura
O veículo está vinculado ao Fundo Municipal de Saúde de Mataraca, por meio da empresa J P dos Prazeres Lucena, que pertence a João Paulo dos Prazeres Lucena. Ele é apontado como sócio informal do delegado Walter Brandão. Ambos prestaram depoimentos à Polícia Civil, alegando desconhecer a presença da droga no veículo e se declararam vítimas da situação.
Investigação policial e prisão em flagrante
O proprietário da oficina onde a van foi encontrada, Geovani Rodrigues Fernandes, foi preso em flagrante. Ele estava com as chaves do veículo no momento da chegada dos policiais, mas optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. A Polícia Civil da Paraíba instaurou um procedimento investigativo para apurar as circunstâncias da apreensão e continuará as investigações.
Histórico de contratos com a prefeitura
Segundo o sistema Sagres do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a empresa J P dos Prazeres Lucena mantém contratos com a prefeitura de Mataraca desde 2020. Os serviços contratados variam entre R$ 173 mil e R$ 225 mil por ano, destinados ao transporte de profissionais de saúde. Desde 2020, a empresa teria recebido quase R$ 1,2 milhão da prefeitura.
Posicionamento oficial da prefeitura e do delegado
Em nota, a prefeitura de Mataraca esclareceu que a van apreendida prestava serviços de transporte de profissionais de saúde entre João Pessoa e Mataraca, sem outras finalidades. O delegado Walter Brandão, por sua vez, afirmou que o veículo foi deixado na oficina por um prestador de serviço e que desconhecia a presença das substâncias ilícitas. Ele declarou confiar na apuração rigorosa dos fatos e se disse tranquilo em relação à investigação.
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