O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio a uma grave crise bancária que gerou intensa pressão política. A decisão ocorreu após o avanço de um processo de impeachment que contava com apoio tanto da oposição quanto de membros de sua base governista.
Colapso bancário e acusações de omissão
A crise bancária começou com o fechamento do banco digital Ueno, que bloqueou o acesso às contas de milhares de clientes. Peña, ex-acionista do grupo controlador do banco, foi acusado de omissão diante dos problemas. A oposição também criticou o Banco Central paraguaio por supostamente encobrir irregularidades, aumentando a pressão sobre o governo.
Isolamento político e apoio retirado
O cenário político de Peña se complicou quando o processo de impeachment ganhou força no Congresso. Todas as bancadas da Câmara dos Deputados apoiaram a abertura do processo, e o Partido Colorado, ao qual Peña pertence, retirou seu apoio. Horacio Cartes, presidente do partido, e Basilio Núñez, presidente do Congresso, também se afastaram do presidente.
Diante do isolamento e da iminência do impeachment, Peña decidiu renunciar, afirmando que sua decisão visava a estabilidade do Paraguai e a preservação das instituições democráticas. Em pronunciamento, pediu desculpas aos cidadãos afetados pela crise bancária.
Sucessão presidencial em meio à crise
Com a renúncia de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana assume a presidência. No entanto, Alliana também enfrenta um processo de impeachment relacionado à crise, o que torna a sucessão delicada.
Perfil político de Santiago Peña
Economista conservador, Santiago Peña foi eleito presidente em 2023 pelo Partido Colorado. Durante seu governo, manteve proximidade com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e integrou o Escudo das Américas. Apesar disso, também mantinha boas relações diplomáticas com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
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Fonte: jornaldaparaiba.com.br



















