A Justiça da Paraíba decidiu converter a prisão em flagrante de um médico suspeito de abuso sexual contra pacientes em prisão preventiva. O caso ocorreu em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, e a decisão foi tomada durante uma audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, 5 de outubro.
Denúncia e Prisão em Flagrante
O médico foi preso em flagrante na quarta-feira, 4 de outubro, após uma paciente de 20 anos denunciar conduta sexual inadequada durante uma consulta. Segundo a Polícia Civil, a denúncia levou à abertura de uma investigação, que revelou outros relatos semelhantes de pacientes atendidas pelo mesmo profissional.
Reação da Defesa e da Prefeitura
A defesa do médico manifestou discordância com a decisão judicial, classificando-a como “desnecessária” e “desproporcional”. A defesa informou que está preparando um habeas corpus para tentar libertar o médico. Em resposta, a Prefeitura de Caaporã solicitou à empresa responsável pelo contrato do médico o afastamento cautelar do profissional e sua substituição imediata.
Investigação do Conselho de Medicina
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) iniciou um processo interno de investigação para apurar os fatos. Caso um processo ético-profissional seja instaurado, o médico terá direito à ampla defesa e ao contraditório. O CRM-PB pretende ouvir o médico, as pacientes e testemunhas envolvidas.
Detalhes das Acusações
De acordo com a Polícia Civil, o médico teria utilizado procedimentos clínicos como pretexto para realizar toques e manipulações íntimas sem justificativa médica, além de fazer perguntas de cunho sexual. Uma segunda paciente, de 44 anos, também relatou experiências semelhantes. Funcionários da UBS confirmaram comportamentos inadequados do médico.
Próximos Passos da Investigação
Para auxiliar nas investigações, exames foram solicitados ao Instituto de Polícia Científica (IPC) e imagens do sistema de monitoramento interno da unidade de saúde estão sendo analisadas. O médico, que não teve a identidade divulgada, alega que os contatos tiveram finalidade diagnóstica e assistencial.
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