O prefeito interino de Cabedelo, José Pereira, do partido Avante, tomou uma decisão drástica ao exonerar quatro auxiliares que foram alvos de uma operação da Polícia Federal. A operação investiga um suposto elo entre o poder público e uma facção criminosa, levantando questões sobre a integridade da administração municipal.
Exonerações e suas implicações
Entre os exonerados está Cynthia Denize Silva Cordeiro, sogra do prefeito afastado Edvaldo Neto, que ocupava o cargo de secretária de Ocupação e Uso do Solo. A investigação aponta que o esquema desviou cerca de R$ 270 milhões da prefeitura, utilizando empresas terceirizadas para empregar pessoas ligadas à facção criminosa dentro do poder público.
Detalhes da operação e os envolvidos
Além de Cynthia, foram exonerados Diego Carvalho Martins, cunhado de Edvaldo Neto e então Procurador-Geral do Município, Claudio Fernandes de Lima Monteiro, gerente geral de Recursos Humanos, e Josenilda Batista dos Santos, secretária de Administração. Claudio e Josenilda já haviam sido afastados por decisão judicial.
A operação, que contou com a participação da Polícia Federal, do Ministério Público da Paraíba e da Controladoria-Geral da União, cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, incluindo um apartamento do prefeito afastado.
Esquema de corrupção e articulações criminosas
O esquema, segundo a investigação, envolvia a contratação de empresas terceirizadas para desviar recursos e empregar membros da facção criminosa. Cynthia Denize é acusada de articular a aliança entre a prefeitura e a facção, utilizando sua influência como sogra do prefeito afastado para manter o pacto.
Josenilda Batista dos Santos é apontada como principal braço operacional do esquema, responsável por operacionalizar contratações fraudulentas. Diego Carvalho Martins teria dado aparência de legalidade ao esquema, enquanto Claudio Fernandes Monteiro atuava na execução dos contratos.
Repercussões e próximos passos
A operação gerou grande repercussão em Cabedelo e levantou preocupações sobre a extensão da corrupção na administração pública local. As defesas dos exonerados não foram localizadas para comentar o caso.
A Justiça proibiu o acesso de várias pessoas às dependências da prefeitura, incluindo o prefeito afastado Edvaldo Neto e outros envolvidos no esquema.
Impacto na administração pública
As exonerações e a operação em curso colocam em xeque a gestão pública de Cabedelo, destacando a necessidade de maior transparência e controle nas contratações públicas. A situação também ressalta a importância de investigações rigorosas para combater a corrupção e garantir a integridade das instituições públicas.
O PB em Rede continuará acompanhando este caso e trazendo atualizações sobre os desdobramentos da investigação e suas implicações para a política local.


















