A promotora do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Ismânia do Nascimento, viu indícios de homicídio no caso do policial militar Tiago de Almeida Filho, suspeito de balear o jovem Guilherme Pereira, morto junto com a namorada Ana Luíza, após bater a moto em que estava em um poste no bairro do Muçumagro. O g1 teve acesso ao documento em que a promotora analisa o processo.
No documento, apesar da promotora entender que há indícios de homicídio, ela não ofereceu a denuncia junto à Justiça, isso porque entende que quem deve fazer isso é o promotor que atua junto ao Tribunal do Júri.
MPPB vê indícios de homicídio em caso de jovem baleado em abordagem da PM antes de bater moto em poste
Promotora do Ministério Público da Paraíba encaminhou o processo para outro promotor que atua junto do Tribunal do Júri. O novo promotor vai decidir se denuncia o PM ou não. Além do jovem baleado, a namorada dele morreu na batida.
Por Gustavo Demétrio, g1 PB
19/08/2025 18h39 Atualizado há 3 horas
À esquerda, Guilherme Pereira, e no lado direito da imagem, Ana Luiza — Foto: TV Cabo Branco
À esquerda, Guilherme Pereira, e no lado direito da imagem, Ana Luiza — Foto: TV Cabo Branco
A promotora do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Ismânia do Nascimento, viu indícios de homicídio no caso do policial militar Tiago de Almeida Filho, suspeito de balear o jovem Guilherme Pereira, morto junto com a namorada Ana Luíza, após bater a moto em que estava em um poste no bairro do Muçumagro. O g1 teve acesso ao documento em que a promotora analisa o processo.
No documento, apesar da promotora entender que há indícios de homicídio, ela não ofereceu a denuncia junto à Justiça, isso porque entende que quem deve fazer isso é o promotor que atua junto ao Tribunal do Júri.
A promotora cita a própria perícia realizada nos corpos dos jovens, assim como no capacete que Guilherme Pereira estava usando no dia da batida no poste, como indícios para o cometimento do crime. Segundo ela, baseada em testemunhos e no depoimento do pai de Ana Luiza, Joselito Pereira, “há indícios suficientes de que a conduta do indiciado se configura como crime doloso contra a vida”.
O g1 entrou em contato com a defesa de Tiago de Almeida Filho, que não respondeu sobre a transferência do processo para outro promotor.
A Corregedoria da Polícia Militar afirmou, na época em que o laudo foi revelado, que está tranquila em demonstrar isenção e imparcialidade. Também declarou que abriu uma investigação preliminar sobre o caso.












