Uma operação de fiscalização conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), através da Promotoria de Justiça do Consumidor (MP-Procon), resultou na interdição total de uma farmácia no município de Sousa, no Sertão paraibano. A ação, parte da 'Operação Consumo Seguro', ocorreu recentemente e expôs sérias falhas no controle da comercialização de medicamentos, especialmente antibióticos e psicotrópicos, além de outras deficiências sanitárias e operacionais.
Graves Irregularidades no Controle de Medicamentos Controlados
A principal razão para a interdição completa do estabelecimento em Sousa foi a constatação de que a farmácia comercializava antibióticos e medicamentos psicotrópicos sem o devido registro no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). Este sistema, administrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é fundamental para o rastreamento e controle rigoroso desses fármacos, cuja venda exige prescrição médica e monitoramento para evitar abusos e garantir a segurança do paciente. A ausência de registro no SNGPC representa uma grave violação das normas sanitárias e farmacêuticas, colocando em risco a saúde pública.
Falhas Sanitárias e Operacionais Adicionais
Além das infrações relacionadas ao SNGPC, a fiscalização identificou um cenário preocupante de irregularidades operacionais e de higiene na farmácia interditada. Foram apontadas deficiências na conservação dos produtos, falhas nas condições de higiene do local e o descumprimento de normas básicas de segurança sanitária. Adicionalmente, constatou-se que o estabelecimento realizava serviços farmacêuticos sem a autorização necessária, o que compromete a qualidade e a legalidade da assistência prestada aos consumidores, infringindo regulamentações específicas do setor.
Extensão da Fiscalização: Interdições Parciais em Outros Estabelecimentos
A 'Operação Consumo Seguro' não se limitou a um único ponto. Durante a mesma ação de fiscalização, outras duas farmácias na região foram alvo de interdições parciais. Nestes casos, o foco das irregularidades estava na operação de salas de atendimento destinadas à prestação de serviços farmacêuticos. Tais espaços estavam funcionando sem a devida autorização dos órgãos competentes, indicando uma lacuna na regulamentação e fiscalização dessas atividades específicas, que exigem licenças e condições sanitárias adequadas para garantir a segurança dos procedimentos e a qualidade dos serviços oferecidos à população.
O Papel da Fiscalização na Garantia da Saúde Pública
A iniciativa do Ministério Público da Paraíba, por meio do MP-Procon, sublinha a importância da vigilância constante no setor farmacêutico. A 'Operação Consumo Seguro' tem como objetivo principal proteger os direitos do consumidor e assegurar que os estabelecimentos de saúde, como as farmácias, cumpram rigorosamente as normativas estabelecidas pela legislação sanitária brasileira. A fiscalização visa prevenir a venda indevida de medicamentos controlados, que podem causar sérios danos à saúde se usados de forma inadequada, e garantir padrões mínimos de qualidade e segurança nos serviços oferecidos, contribuindo para a integridade da saúde pública.
As interdições realizadas em Sousa servem como um alerta para todo o setor farmacêutico no Sertão da Paraíba sobre a necessidade inadiável de aderência às regulamentações vigentes. A manutenção de um ambiente farmacêutico seguro e legalmente constituído é essencial para a confiança da população e para a eficácia das políticas de saúde pública, reforçando o compromisso das autoridades em coibir práticas irregulares que possam comprometer o bem-estar e a segurança dos cidadãos.
Fonte: https://g1.globo.com


















