Estudo revela desafios no acesso ao diagnóstico e terapias para autistas no Brasil

O Mapa Autismo Brasil (MAB), o primeiro levantamento sociodemográfico nacional sobre pessoas autistas, trouxe à tona dados preocupantes sobre o acesso ao diagnóstico e terapias no Brasil. Divulgado nesta quinta-feira (9), o estudo revela que, apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que autistas recebam o suporte necessário.

Desafios no acesso ao diagnóstico

O estudo, realizado pelo Instituto Autismos, entrevistou mais de 23 mil pessoas, entre autistas e seus cuidadores, em todo o país. Os dados mostram que apenas 20,4% dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a maioria recorre a planos de saúde ou atendimento particular. Essa realidade evidencia a falta de especialistas disponíveis na rede pública, especialmente em regiões como o Norte e o Nordeste.

Limitações no acesso a terapias

A pesquisa indica que apenas 15,5% dos entrevistados utilizam a rede pública para terapias, contrastando com os mais de 60% que dependem de planos de saúde ou pagam por serviços particulares. As terapias mais comuns incluem psicoterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, mas a carga horária semanal é frequentemente insuficiente, com muitos recebendo menos de duas horas de terapia por semana.

Impactos socioeconômicos e perfil demográfico

O MAB também traça um perfil detalhado dos autistas brasileiros, destacando que a maioria são jovens de até 17 anos e que há uma predominância de diagnósticos em meninos. Em termos socioeconômicos, muitos cuidadores enfrentam dificuldades financeiras, com uma significativa parcela fora do mercado de trabalho devido às demandas de cuidado.

Educação e inclusão

Na área educacional, 83,7% dos autistas frequentam instituições de ensino, mas quase 40% não recebem nenhum tipo de apoio especializado. Isso reflete uma fragilidade na implementação de políticas de educação inclusiva, que são essenciais para garantir a plena participação dos autistas na sociedade.

Recomendações e perspectivas futuras

O Instituto Autismos destaca a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes que ampliem o acesso a diagnósticos precoces e tratamentos adequados. A pesquisa serve como um alerta e um guia para que autoridades e sociedade civil trabalhem juntas na construção de um sistema mais inclusivo e acessível para todos.

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