O aumento dos casos de síndromes respiratórias em Campina Grande tem gerado preocupação entre os profissionais de saúde, especialmente no atendimento pediátrico. Entre março e julho, a cidade registra um crescimento significativo nos atendimentos a crianças, conforme alertado pelo médico pediatra Pablo Nunes em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Caturité FM.
Período sazonal e aumento expressivo
De acordo com o Dr. Pablo Nunes, o aumento dos casos já era esperado, mas a velocidade com que ocorre chama a atenção. “É um período sazonal. Em Campina Grande, brincamos que existem duas sazonalidades devido ao São João, e os atendimentos infantis crescem exponencialmente”, explicou. Esse fenômeno sazonal é marcado por um conjunto de sintomas que variam de leves a graves.
Impacto nos serviços de saúde
Os dados indicam que, apesar do aumento expressivo, as unidades de saúde estavam preparadas. “Trabalhamos com indicadores. Em janeiro de 2026, atendemos cerca de 3.500 pacientes, e em março esse número saltou para 6.500, com as internações quase triplicando”, afirmou o pediatra. O aumento na demanda por atendimento médico reflete a alta circulação de vírus respiratórios nesta época do ano.
Vírus respiratórios em circulação
O Dr. Pablo destacou a grande capacidade de disseminação dos vírus respiratórios. “A maioria dos casos testados recentemente foi de influenza”, pontuou. Além do influenza, outros vírus como o rinovírus e o vírus sincicial respiratório têm sido monitorados. Dados da Fiocruz indicam que o rinovírus é o mais prevalente atualmente, seguido pelo influenza e pelo vírus sincicial respiratório, que tem apresentado redução devido à vacinação.
Sintomas e importância da avaliação médica
Os sintomas das síndromes respiratórias são semelhantes entre os diferentes vírus, mas a avaliação médica é crucial para a identificação correta. “Os sintomas são muito parecidos, embora cada vírus tenha suas peculiaridades. Muitas vezes realizamos testes para identificar o agente, visando o acompanhamento epidemiológico”, explicou o pediatra. A orientação é que os pais fiquem atentos aos sinais de agravamento e busquem atendimento médico ao menor sinal de dificuldade respiratória.
Prevenção e cuidados
O especialista reforça a importância da prevenção, destacando a vacinação como uma ferramenta eficaz. A imunização, especialmente em gestantes e crianças, tem contribuído para a redução de casos graves. Além disso, medidas básicas de higiene, como lavar as mãos e evitar aglomerações, são recomendadas para minimizar a transmissão dos vírus.
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