O judô brasileiro reafirmou sua força no cenário internacional ao conquistar um total de sete medalhas no Grand Slam de Astana, no Cazaquistão. A competição, que reuniu alguns dos maiores nomes da modalidade, foi palco de performances notáveis dos atletas do Brasil, que subiram ao pódio em diversas categorias, consolidando a posição do país como uma potência no esporte.
No último dia de disputas, um domingo (10) de intensas lutas, a delegação brasileira adicionou mais três pódios à sua campanha. Guilherme Schimidt, na categoria -90kg, garantiu uma medalha de prata, enquanto Beatriz Freitas (-78kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg) conquistaram o bronze. Esses resultados finais coroaram uma participação expressiva, demonstrando a profundidade e o talento da equipe nacional.
Destaques individuais e a busca por novos horizontes
A jornada de Guilherme Schimidt em Astana foi particularmente significativa. Após uma transição de categoria do -81kg para o -90kg, o judoca alcançou sua primeira final internacional neste novo peso. Sua trajetória até a decisão incluiu três vitórias convincentes, mostrando rápida adaptação e potencial para brigar pelas primeiras posições. Na final, Schimidt enfrentou o sérvio Boris Rutovic, e, apesar de uma luta acirrada, ficou com a prata após ser superado por um yuko.
A mudança de categoria é um desafio complexo para qualquer atleta de alto rendimento, exigindo reajuste técnico, tático e físico. A performance de Schimidt em Astana sugere que ele está no caminho certo para se estabelecer entre os melhores de sua nova divisão, um indicativo promissor para o futuro do judô brasileiro.
Consistência e experiência nos pódios
Beatriz Freitas, na categoria -78kg, trouxe um dos bronzes, o quinto do Brasil na competição. Sua vitória na disputa pela medalha foi marcada por dois waza-ari contra a canadense Coralie Godbout, uma performance que repetiu seu sucesso de 2025 no mesmo evento. A consistência de Beatriz em competições de alto nível é um testemunho de sua experiência e preparo, elementos cruciais para o sucesso contínuo no judô.
O judô, como esporte olímpico, exige não apenas força e técnica, mas também uma estratégia bem definida e resiliência mental. Atletas como Beatriz Freitas, que conseguem manter um alto nível de desempenho ao longo de vários anos e edições de torneios importantes, são pilares fundamentais para a equipe nacional, servindo de inspiração e referência para os mais jovens.
Fechando a campanha com chave de bronze
Para selar a campanha brasileira em Astana, Leonardo Gonçalves garantiu mais um bronze na categoria -100kg masculina. Em uma luta emocionante, que se estendeu ao golden score, Gonçalves superou o holandês Simeon Catharina com um yuko decisivo, confirmando a sétima medalha para o Brasil. Essa vitória no tempo extra demonstra a capacidade dos judocas brasileiros de manter a concentração e a determinação em momentos críticos.
A conquista de sete medalhas em um Grand Slam é um feito que ressalta a qualidade do trabalho desenvolvido pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e pelas equipes técnicas. O Grand Slam é uma etapa crucial no calendário internacional, oferecendo pontos importantes para o ranking mundial e, consequentemente, para a qualificação em grandes eventos, como os Jogos Olímpicos. O desempenho em Astana coloca o Brasil em uma posição favorável para os próximos desafios.
Próximos passos e o calendário internacional do judô
Com o Grand Slam de Astana concluído, a Seleção Brasileira de Judô já tem seus olhos voltados para os próximos compromissos. O desafio seguinte é o Open Europeu de Benidorm, na Espanha, agendado para o próximo fim de semana. Esta competição será imediatamente seguida por um treinamento de campo na mesma cidade, proporcionando uma oportunidade valiosa para os atletas aprimorarem suas técnicas e estratégias em um ambiente de alta performance.
A participação contínua em torneios internacionais e campos de treinamento é essencial para a evolução dos judocas, permitindo que eles enfrentem diferentes estilos de luta e se mantenham competitivos. O foco em um calendário robusto é parte da estratégia para garantir que o Brasil continue a ser uma força dominante no judô mundial, inspirando novas gerações de atletas e elevando o nome do país no esporte.
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