PF investiga Lulinha por corrupção e tráfico de influência
A Polícia Federal está conduzindo uma investigação sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As investigações são parte da Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Conexões suspeitas e movimentações financeiras
De acordo com as investigações, a PF identificou ligações entre pessoas próximas a Lulinha e um grupo suspeito de operar um esquema envolvendo benefícios previdenciários. Um dos pontos apurados é uma transferência de R$ 249 mil realizada pela empresária Roberta Luchsinger para Marco Aurélio Santana Ribeiro, chefe de gabinete do presidente Lula. Ribeiro alegou que o montante era um empréstimo para fins familiares e negou qualquer irregularidade.
Visitas não registradas e articulações empresariais
A PF também descobriu que Roberta Luchsinger realizou dezenas de visitas a órgãos governamentais, com 43 encontros em pouco mais de um ano, dos quais 41 não foram registrados nas agendas oficiais. As investigações analisam possíveis articulações para a entrada de empresas no governo e negócios envolvendo kits de diagnóstico de dengue, suplementos alimentares infantis e cannabis medicinal para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Viagem a Portugal e defesa de Lulinha
Outro ponto investigado é uma viagem de Lulinha a Portugal, com custos de passagens e hospedagem cobertos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A viagem teria como objetivo visitar uma fábrica de cannabis. A defesa de Lulinha nega irregularidades, afirmando que as movimentações financeiras não comprovam envolvimento com lobistas ou práticas ilícitas, e questiona a divulgação de informações sigilosas, pedindo o arquivamento das investigações.
Continuidade das investigações
As investigações continuam em andamento e, até o momento, não resultaram em condenações. A Polícia Federal segue apurando os fatos para esclarecer as suspeitas levantadas.
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