O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, na última semana, episódios de fadiga, sonolência e instabilidade do equilíbrio corporal. As condições foram detalhadas em novos relatórios médicos entregues pela defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF), que atribuem os problemas aos efeitos colaterais dos medicamentos que o político utiliza. Apesar do quadro clínico permanecer estável, os documentos ressaltam a persistência dos efeitos adversos e a necessidade de acompanhamento contínuo.
Os relatórios fornecem uma visão aprofundada sobre a saúde do ex-presidente, que está em prisão domiciliar. A defesa busca justificar a manutenção do benefício, enfatizando a complexidade de seu estado de saúde e a importância do ambiente doméstico para a recuperação e controle de suas comorbidades.
Avaliação Médica Detalhada e Rotina de Cuidados
Conforme informações divulgadas pelo Estadão, o médico Brasil Caiado informou que Bolsonaro mantém uma “certa estabilidade dos sintomas e queixas, com quadro inalterado em relação à semana anterior”. O relatório também aponta uma resposta “satisfatória com sinais progressivos de melhora, principalmente da pressão arterial e das crises de soluço”, resultado de ajustes na medicação realizados há cerca de um mês.
Os documentos indicam que o ex-presidente segue uma rotina rigorosa de cuidados, que inclui “dieta, fisioterapia, exercícios regulares e medidas preventivas para redução de quedas e refluxo gastroesofágico”. Contudo, mesmo com a estabilidade clínica geral, os médicos registraram que os efeitos colaterais dos medicamentos continuam a provocar cansaço, sonolência e alterações no equilíbrio.
Sessões de Fisioterapia e Condição Física
Em um relatório separado, o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas detalhou as duas sessões de fisioterapia realizadas por Bolsonaro na última semana. Na primeira, ocorrida na segunda-feira (6), o ex-presidente demonstrou boa mobilidade e executou as atividades funcionais sem queixas.
Já na sessão de quinta-feira (9), Bolsonaro apresentou-se “um pouco mais cansado e indisposto”, mas manteve o tratamento fisioterápico. Segundo o profissional, ele segue “bem” e “sem queixa de dor”, com a recomendação de continuidade da reabilitação para sua plena recuperação.
Quadro de Multimorbidade Complexa
No pedido de prorrogação da prisão domiciliar, apresentado ao ministro Alexandre de Moraes no final do mês passado, a defesa anexou um laudo assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado. Este documento classifica Bolsonaro como um paciente com “quadro de multimorbidade complexa”, destacando diversos problemas de saúde.
Os médicos enfatizam que as medicações de ação central exigem monitoramento constante, pois podem comprometer a cognição e aumentar o risco de quedas. Além disso, o relatório menciona que o ex-presidente passou recentemente por uma cirurgia ortopédica no ombro direito e está em processo de recuperação fisioterápica, adicionando mais uma camada de complexidade ao seu tratamento.
Prisão Domiciliar e Decisão do STF
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o mês de março, após tratar uma grave pneumonia contraída no 19º Batalhão da Polícia Militar – conhecido como “Papudinha”, em Brasília – onde cumpria a pena de 27 anos e três meses de prisão. O benefício foi prorrogado em 3 de julho, sem um prazo definido para seu retorno à unidade prisional.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que “não há dúvidas” de que houve melhora no quadro geral de saúde do ex-presidente. Moraes sustentou que “a manutenção de prisão domiciliar humanitária mostra-se razoável, adequada e proporcional”, acolhendo o argumento da defesa de que a estabilidade clínica atual é resultado do controle rigoroso das diversas comorbidades no ambiente doméstico. Acompanhe mais detalhes sobre o caso na Gazeta do Povo.
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Fonte: gazetadopovo.com.br



















