Nesta segunda-feira, a Justiça da Paraíba determinou o arquivamento do inquérito que investigava o vereador João Alves (PSDB), do município de Santa Rita, por seu suposto envolvimento com o tráfico de drogas. A decisão judicial acolhe o pedido do Ministério Público do estado, que concluiu não haver provas suficientes para o oferecimento de uma denúncia formal contra o parlamentar.
O caso, que gerou repercussão na região, teve sua investigação iniciada a partir de denúncias anônimas e culminou em diversas diligências policiais. O arquivamento, no entanto, não impede que a apuração seja reaberta caso novos elementos probatórios surjam.
O Início da Investigação e as Suspeitas Levantadas
A apuração teve início a partir de denúncias anônimas que apontavam para a atuação de uma organização criminosa na comunidade de Bebelândia, em Santa Rita. O grupo, do qual o vereador João Alves era um dos investigados, era suspeito de envolvimento em crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ou porte ilegal de arma de fogo, ameaças e coação de testemunhas.
Diligências Policiais e a Ausência de Provas Concretas
Durante o processo investigatório, a Polícia Civil realizou diversas diligências. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, interrogatórios foram conduzidos e o celular apreendido com o parlamentar foi submetido à perícia. Ao final de todas as etapas, a autoridade policial concluiu que nenhuma das medidas tomadas confirmou as suspeitas iniciais que motivaram a investigação. Diante disso, a polícia opinou pelo arquivamento do caso, entendimento que foi acompanhado pelo Ministério Público.
A Decisão Judicial e a Possibilidade de Reabertura
A decisão judicial que arquiva o inquérito ressalta, contudo, que a investigação poderá ser reaberta caso novas provas surjam no futuro. Além disso, foi determinada a devolução do aparelho celular que havia sido apreendido com João Alves, uma vez que a perícia técnica foi concluída sem produzir elementos relevantes para o andamento da investigação.
Relembrando a Operação Bebelândia II
O vereador João Alves foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Bebelândia II, deflagrada pela Polícia Civil. Na ocasião, os mandados foram cumpridos em sua residência, em seu escritório e no gabinete do parlamentar, localizado na Câmara Municipal de Santa Rita. A corporação informou, à época, que o vereador estava sob investigação por suposto envolvimento com o tráfico de drogas.
Em nota enviada à imprensa, o vereador declarou que as informações eram “de certa forma inverídicas e sem fundamento” e que “nada, absolutamente nada ilegal, criminoso ou irregular foi encontrado ou apreendido” nos locais onde os mandados foram cumpridos. A Câmara Municipal de Santa Rita, por sua vez, informou que a operação não tinha relação com o exercício do mandato parlamentar e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
Para mais informações sobre o funcionamento do sistema de justiça e o papel do Ministério Público em investigações, consulte o site oficial do Ministério Público da Paraíba.
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