O motorista Marcos Afrânio Garcez, bombeiro militar aposentado do Distrito Federal, prestou depoimento nesta quarta-feira (22) à Polícia Civil, na Central de Polícia, em João Pessoa. Ele é o principal suspeito de atropelar o produtor cultural Erick Araújo, de 36 anos, em um incidente ocorrido no último sábado (18) na capital paraibana. Durante a oitiva, Marcos confirmou estar ao volante do veículo, mas suas declarações apresentaram divergências significativas em relação às informações já apuradas pela investigação.
O caso, que chocou a cidade, segue sob investigação do delegado Getúlio Machado. A vítima, Erick Araújo, permanece internada em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, após ter sido socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no dia do ocorrido.
Motorista de atropelamento em João Pessoa presta depoimento
Marcos Afrânio Garcez foi interrogado pelo delegado Getúlio Machado, responsável pela condução do inquérito. No início de seu depoimento, o suspeito afirmou ter passado a noite na casa de um amigo no bairro dos Colibris e, em seguida, seguido diretamente para casa, negando ter parado em qualquer bar ou consumido bebida alcoólica.
Contudo, essa versão foi confrontada por evidências apresentadas pela Polícia Civil. O delegado revelou que um vídeo foi exibido a Marcos, mostrando-o frequentando um estabelecimento na mesma madrugada do atropelamento, no mesmo horário em que a vítima também esteve no local. Após assistir às imagens, o suspeito reconheceu sua presença no bar, mas reiterou que não havia consumido álcool.
Contradições e novas revelações na investigação
As contradições não se limitaram à questão da presença em bares. Marcos Afrânio Garcez afirmou desconhecer Erick Araújo e nunca ter tido contato prévio com a vítima. Ao descrever o momento do atropelamento, o suspeito alegou ter acreditado ter atingido um animal, e não uma pessoa.
Essa justificativa foi questionada pelo delegado Getúlio Machado, que destacou o estado do veículo. O para-brisa do carro estava quebrado, um dano que, segundo o delegado, dificilmente seria causado por um animal e sugere que uma parte do corpo da vítima atingiu o vidro. As inconsistências nas declarações de Marcos Afrânio Garcez são pontos cruciais na continuidade da investigação.
O veículo envolvido e o andamento da perícia
Após o atropelamento, o carro conduzido por Marcos foi levado para uma oficina. O delegado Getúlio Machado determinou que o veículo fosse encaminhado à Central de Polícia para ser submetido a uma perícia detalhada. Segundo o suspeito, nenhum reparo havia sido realizado no automóvel até o momento da apreensão.
Marcos também declarou ser o proprietário do carro, embora a transferência do veículo para seu nome ainda não tenha sido concluída. A Polícia Civil continua analisando imagens e outras provas coletadas ao longo da investigação, e a tipificação do crime ainda não foi definida, aguardando a conclusão de todas as etapas processuais.
Relembre o caso: o atropelamento e o estado da vítima
O atropelamento de Erick Araújo foi capturado por câmeras de segurança no bairro Jardim Oceania, em João Pessoa, no último sábado (18). As imagens mostram o produtor cultural caminhando pela calçada, após sair de uma festa, quando foi violentamente atingido pelo carro. O motorista, conforme apurado pela Polícia Civil, deixou o local sem prestar socorro à vítima.
Erick Araújo foi prontamente socorrido e levado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde passou por procedimentos médicos de emergência. Seu estado de saúde permanece grave, e a comunidade cultural e a população paraibana acompanham com apreensão os desdobramentos do caso.
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