Prefeito veta projetos da vereadora Jô Oliveira (PCdoB) e cidade perde iniciativas nas áreas de limpeza urbana, saúde e educação



Na sessão desta quarta-feira (10), a Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG) decidiu manter três vetos do prefeito Bruno Cunha Lima a projetos previamente aprovados pelos parlamentares. As propostas, de autoria da vereadora Jô Oliveira (PCdoB), abordavam demandas nas áreas de limpeza urbana, saúde da mulher e educação antirracista.

Durante sua participação no grande expediente da sessão ordinária, a vereadora apresentou um vídeo produzido por sua equipe, evidenciando a precariedade no serviço de coleta de entulhos e bagulhos oferecidos pela Prefeitura de Campina Grande.

O Projeto de Lei nº 069/2025, que teve o veto mantido, propunha a criação do programa “Cata Bagulho”, com a coleta regular de entulhos, móveis e materiais de construção descartados de forma irregular nos bairros da cidade. Apesar de aprovado por unanimidade, o projeto foi barrado pelo Executivo, sob a justificativa de que já existiria norma regulamentando o serviço.

Jô Oliveira destacou, no entanto, que a população ainda enfrenta dificuldades para acessar a coleta em diversos bairros. “Temos comprovação de que esse serviço, infelizmente, não tem funcionado de maneira adequada. A cidade é grande e a coleta não alcança todos os locais que deveriam ser atendidos”, afirmou a vereadora.

Também foi mantido o veto ao Projeto de Lei nº 156/2025, o “Mamas Solidárias”, que garantiria próteses mamárias externas a mulheres submetidas à mastectomia em decorrência do câncer de mama. O Executivo alegou ausência de estimativa de impacto orçamentário e falhas técnicas no texto. Para Jô Oliveira, caberia à Prefeitura viabilizar a política, considerando seu caráter humano e social. A proposta também tem caráter autorizativo, ou seja, é uma espécie de indicação a gestão municipal, como forma de refletir demandas sociais que precisam ser sanadas através de políticas públicas.

Por fim, a Câmara confirmou o veto ao Projeto de Lei nº 030/2025, que incluía a educação das relações étnico-raciais e o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na rede municipal. O prefeito alegou vício de iniciativa e invasão de competência da União. Segundo a autora do projeto, porém, a proposta apenas detalhava diretrizes já previstas na legislação nacional, adaptando-as à realidade local e garantindo representatividade no currículo escolar.

Com a manutenção dos três vetos, os projetos não entrarão em vigor. Para Jô Oliveira, a decisão representa um retrocesso. “São iniciativas que surgiram da escuta da população e que atendem demandas reais. Infelizmente, prevaleceu a escolha do Executivo de barrar políticas que cuidam do meio ambiente, das mulheres e da educação das nossas crianças”, lamentou a vereadora.

WhatsApp
Facebook
X
Email

Related Posts

  • All Post
  • ACIDENTE
  • Agreste
  • Blog
  • BR 101
  • BR 230
  • Brasil
  • Brejo
  • Campina Grande
  • Cariri
  • Clima
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Eleições 2026
  • Emprego
  • Esportes
  • Geral
  • João Pessoa
  • Justiça
  • MUNDO
  • Paraíba
  • Policial
  • Política
  • programação
  • São João
  • Saúde
  • Sertão
  • Tecnologia
  • UEPB
  • Viagens
  • Violência

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Nunca perca uma nóticia, inscreva-se em nossa NewsLetter

You have been successfully Subscribed! Ops! Something went wrong, please try again.

Trending Posts

  • All Post
  • ACIDENTE
  • Agreste
  • Blog
  • BR 101
  • BR 230
  • Brasil
  • Brejo
  • Campina Grande
  • Cariri
  • Clima
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Eleições 2026
  • Emprego
  • Esportes
  • Geral
  • João Pessoa
  • Justiça
  • MUNDO
  • Paraíba
  • Policial
  • Política
  • programação
  • São João
  • Saúde
  • Sertão
  • Tecnologia
  • UEPB
  • Viagens
  • Violência

© 2023 PBemREDE Todos os Direitos Reservados