Condenação de ativistas em Hong Kong gera repercussão internacional
Dois ativistas pró-democracia de Hong Kong, Lee Cheuk-yan e Chow Hang-tung, foram condenados a sete anos de prisão por incitar a subversão, conforme decisão de um tribunal local nesta sexta-feira (11). A sentença foi baseada na Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020, que criminaliza atos de secessão e subversão.
Histórico de ativismo e repressão
Lee e Chow eram líderes da extinta Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China, conhecida por organizar vigílias anuais em memória dos protestos de 1989 na Praça Tiananmen. Essas manifestações eram vistas como um símbolo de liberdade em Hong Kong, mas foram proibidas após a promulgação da nova legislação de segurança.
Reações e críticas internacionais
A condenação dos ativistas gerou críticas de diversas entidades internacionais. A União Europeia lamentou a decisão, enquanto o governo de Taiwan condenou as sentenças, destacando que buscar democracia não deveria ser considerado crime. Pequim, por sua vez, criticou a visita da vice-presidente de Taiwan à Europa, classificando-a como “desprezível”.
Impacto da Lei de Segurança Nacional
A Lei de Segurança Nacional foi uma resposta aos protestos pró-democracia de 2019 em Hong Kong. Desde sua implementação, a legislação tem sido usada para reprimir a dissidência e silenciar vozes críticas ao governo chinês, gerando preocupações sobre a erosão das liberdades civis no território.
Apelos e perspectivas futuras
Os condenados, que se declaram inocentes, planejam recorrer da sentença. A esposa de Lee, Elizabeth Tang, expressou tristeza pela decisão, enquanto a mãe de Chow agradeceu o apoio recebido. A situação em Hong Kong continua a ser observada de perto por organizações de direitos humanos e governos internacionais.
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