O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado em um quarto do Hospital DF Star, em Brasília, após ter sido submetido a uma cirurgia no ombro na última sexta-feira, 1º de março de 2026. O procedimento, realizado sem intercorrências, visou reparar lesões no manguito rotador, e o quadro clínico do ex-presidente é considerado estável, com boa evolução e controle da dor.
A internação de Bolsonaro, que tem 71 anos, atrai atenção não apenas por sua condição de saúde, mas também pelo contexto jurídico em que se encontra. Ele cumpre prisão domiciliar humanitária desde 24 de março de 2025, uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma internação por pneumonia bacteriana. A autorização para a cirurgia no ombro também partiu do STF, evidenciando a necessidade de acompanhamento judicial para seus atos.
O procedimento cirúrgico e a recuperação em Brasília
A cirurgia à qual Jair Bolsonaro foi submetido é um reparo artroscópico do manguito rotador. Este tipo de intervenção é comum para tratar lesões nos tendões que envolvem a articulação do ombro, frequentemente causadas por desgaste ou trauma. A necessidade do procedimento foi comprovada por exames e relatórios fisioterápicos, indicando uma condição que exigia correção para evitar maiores complicações e restaurar a funcionalidade.
De acordo com o boletim médico divulgado no domingo, 3 de março de 2026, o ex-presidente “mantém boa evolução clínica e com bom controle da dor”. Ele permanece internado em apartamento para receber analgesia, medidas de prevenção de trombose e para iniciar o processo de reabilitação. A equipe médica responsável pela nota é composta por cinco profissionais do Hospital DF Star, incluindo o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e o diretor-geral Alisson Borges.
O contexto jurídico: prisão domiciliar e condenação
A situação de saúde de Bolsonaro se entrelaça com sua complexa condição legal. Sua prisão domiciliar humanitária, concedida em março de 2025, reflete uma preocupação com sua saúde em meio a processos judiciais. A decisão do ministro Alexandre de Moraes para autorizar a cirurgia, após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sublinha a atenção que o sistema judiciário dedica à garantia de tratamento médico adequado, mesmo para indivíduos sob custódia.
O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão. A condenação está relacionada ao seu papel de liderança na chamada “trama golpista”, um conjunto de ações que, segundo a Justiça, visavam desestabilizar as instituições democráticas. Este histórico judicial adiciona uma camada de complexidade à sua atual internação, transformando um evento de saúde em um ponto de interesse público e político.
Repercussões e o futuro da recuperação
A internação de um ex-chefe de Estado, especialmente sob prisão domiciliar e após uma condenação significativa, naturalmente gera repercussão. Acompanhar a evolução de seu quadro de saúde é crucial para entender os próximos passos tanto em sua recuperação física quanto em sua situação legal. A reabilitação do ombro é um processo que demanda tempo e dedicação, o que pode influenciar as condições de sua prisão domiciliar e a forma como ele poderá interagir com o ambiente externo.
A atenção da mídia e da sociedade sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro permanece alta, dado seu papel proeminente na política brasileira e as implicações de seus processos judiciais. A transparência nos boletins médicos e a comunicação das autoridades judiciais são fundamentais para manter a população informada sobre os desdobramentos dessa situação delicada.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


















