O aumento do vício em apostas online entre jovens tem gerado preocupação entre especialistas e grupos de apoio. Segundo Luiz Carlos, membro da irmandade Jogadores Anônimos, adolescentes a partir de 14 anos já buscam ajuda para lidar com a dependência de jogos de azar.
Impacto financeiro e emocional
Gustavo Pereira, de 24 anos, é um exemplo de como o vício pode causar danos significativos. Ele começou a apostar aos 18 anos e, em seis anos, perdeu cerca de meio milhão de reais. Gustavo relata que o vício afetou sua saúde mental, levando-o a enfrentar depressão e síndrome do pânico. Hoje, ele tenta reconstruir sua vida vendendo café nas ruas de Lages (SC).
Exposição precoce e vulnerabilidade
Estudos indicam que a facilidade de acesso a plataformas de apostas aumenta a exposição de jovens. Dados do Unicef revelam que muitos começam a apostar antes dos 12 anos. A psicóloga Mariana Kehl explica que o cérebro dos jovens ainda está em desenvolvimento, tornando-os mais suscetíveis a impulsos e riscos associados às apostas.
Legislação e proteção digital
Para combater o problema, o governo sancionou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como Lei Felca, que entrou em vigor em 2026. A legislação visa proteger jovens no ambiente digital, impondo restrições às apostas online e promovendo um controle mais rigoroso sobre o acesso de menores.
O papel das instituições de ensino
As instituições de ensino são vistas como aliadas na prevenção e orientação sobre os riscos das apostas. O diretor-geral da ABMES, Paulo Chanan, destaca a importância de uma atuação conjunta entre educação, saúde e políticas públicas para enfrentar o problema.
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