A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) divulgou, nesta quarta-feira (14), um panorama preocupante sobre as arboviroses no estado, revelando que a dengue continua a ser a principal ameaça à saúde pública. Os dados mais recentes, referentes ao ano de 2026, indicam que a doença concentra uma esmagadora maioria dos casos, ultrapassando 95% do total de ocorrências registradas.
O boletim epidemiológico da SES-PB aponta que, até o dia 4 de abril de 2026, foram contabilizados 1.757 casos prováveis de dengue. Este número representa uma parcela significativa dos 1.831 casos prováveis de arboviroses no período, sublinhando a urgência das ações de prevenção e controle em todo o território paraibano.
A predominância da dengue na Paraíba e outros vírus
A análise detalhada do boletim epidemiológico da SES-PB mostra a clara predominância da dengue sobre outras arboviroses. Enquanto a dengue soma 1.757 ocorrências, a chikungunya registrou 69 casos e a zika, cinco. É um alívio, no entanto, que não haja registros confirmados de febre do Oropouche no período analisado, um vírus que tem gerado preocupação em outras regiões do país.
A concentração de casos de dengue exige uma mobilização contínua e eficaz, tanto por parte das autoridades de saúde quanto da população. A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, pode apresentar quadros leves a graves, com potencial para complicações sérias e até mesmo óbito, reforçando a necessidade de vigilância constante e intervenções rápidas para mitigar seu impacto.
Comparativo e tendências: um olhar sobre 2025 e 2026
Ao comparar os dados de 2026 com o mesmo período do ano anterior (2025), a SES-PB observou algumas tendências importantes no cenário epidemiológico. Houve uma redução de cerca de 30% nos casos de dengue e de 79% nos de chikungunya. Essa diminuição pode ser um reflexo das ações de combate e prevenção intensificadas, mas não elimina a necessidade de manter o alerta, especialmente considerando a sazonalidade e a complexidade da proliferação do mosquito.
Por outro lado, os registros de zika tiveram um aumento de 25%, indicando que, embora em menor número, a vigilância sobre este vírus também precisa ser mantida. A zika, embora menos letal que a dengue, é conhecida por suas graves consequências neurológicas, especialmente em gestantes, como a microcefalia, o que a torna uma preocupação contínua para a saúde pública.
Até o momento, a Paraíba não tem mortes confirmadas por arboviroses em 2026. Contudo, três óbitos suspeitos por dengue seguem em investigação, sendo dois na capital, João Pessoa, e um em Bayeux. A conclusão dessas investigações é crucial para entender a real dimensão da letalidade da doença no estado e para orientar futuras estratégias de tratamento e prevenção.
Estratégias de combate e prevenção em ação
Diante do cenário epidemiológico, o estado da Paraíba tem intensificado suas ações de prevenção em parceria com os municípios. Essas iniciativas visam combater o mosquito Aedes aegypti em diversas frentes, buscando reduzir a proliferação e, consequentemente, a transmissão das arboviroses em áreas de maior risco.
Entre as medidas adotadas, destacam-se o uso de fumacê em áreas consideradas prioritárias, a capacitação de agentes para a aplicação correta de larvicidas e a ampliação do uso de ovitrampas. As ovitrampas são armadilhas que monitoram a presença do mosquito e seus ovos, permitindo identificar áreas de maior risco e direcionar as ações de controle de forma mais eficiente e localizada.
A SES-PB reforça que a principal forma de prevenção dos insetos que transmitem as arboviroses é a eliminação de água parada. Medidas simples, como a limpeza regular de recipientes que possam acumular água, a vedação de reservatórios e a eliminação de possíveis criadouros do mosquito, são fundamentais para conter o avanço da doença. A participação ativa da comunidade é o pilar para o sucesso dessas campanhas, transformando cada residência em um ponto de defesa contra o Aedes aegypti.
A importância da conscientização e participação cidadã
A luta contra a dengue e outras arboviroses é uma responsabilidade coletiva. A conscientização sobre os riscos e a adoção de hábitos preventivos no dia a dia são essenciais para proteger a saúde de todos. Cada cidadão tem um papel fundamental na eliminação de focos do mosquito, seja em sua residência, local de trabalho ou em espaços públicos, contribuindo para um ambiente mais seguro e saudável.
A Paraíba, assim como outras regiões do Brasil, enfrenta o desafio constante de controlar essas doenças. A informação e a colaboração são as ferramentas mais poderosas para reverter esse quadro, garantindo que as ações de saúde pública sejam complementadas pela vigilância comunitária. Para mais detalhes sobre a prevenção da dengue, consulte o Ministério da Saúde.
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