Fazenda ajusta previsão do PIB e aponta desafios econômicos
O Ministério da Fazenda revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB brasileiro para 2026, de 2,3% para 2%, conforme divulgado no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE). A decisão reflete uma desaceleração econômica, especialmente nos setores de serviços e indústria, embora a agropecuária tenha apresentado um desempenho mais positivo.
Impacto dos juros e cenário externo
O boletim destaca que a desaceleração é influenciada pela “transmissão defasada da política monetária sobre a demanda doméstica”, ou seja, os efeitos dos juros altos sobre o consumo e investimentos. Além disso, o cenário internacional, com o aumento do preço do petróleo e a desaceleração da China, agrava as incertezas econômicas.
Revisão de projeções setoriais
As expectativas para os setores de serviços e indústria foram reduzidas, de 2,4% para 1,8% e de 2,1% para 1,7%, respectivamente. Em contrapartida, a agropecuária teve sua previsão ajustada para cima, de 1,8% para 2,8%, mostrando-se um ponto de sustentação para o crescimento econômico.
Inflação e riscos futuros
A previsão de inflação para 2026 foi ajustada de 5,1% para 4,9%, ainda acima do teto da meta do Banco Central, que é de 4,5%. O boletim também alerta para riscos inflacionários adicionais, como o fenômeno El Niño e a contínua alta dos preços do petróleo.
Projeções para 2027
Para 2027, a previsão de crescimento do PIB também foi reduzida, de 2,5% para 2,3%, e a inflação ajustada para 3,8%, refletindo um cenário de juros mais elevados e um El Niño mais intenso. O governo continua a monitorar esses fatores, que podem impactar significativamente a economia brasileira nos próximos anos.
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Fonte: gazetadopovo.com.br


















