Arte / G1
Escritório de Nelson Wilians emite R$ 37 milhões em notas para empresa fantasma
Investigação da PF aponta esquema de lavagem de dinheiro envolvendo jogos de azar online.
Operação Arena revela esquema de lavagem
O escritório do advogado Nelson Wilians está no centro de uma investigação da Polícia Federal que revelou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a PF, o escritório emitiu notas fiscais totalizando R$ 37,8 milhões para uma empresa fantasma em Curaçao, no Caribe. A operação, denominada Arena, foi deflagrada na última quinta-feira (13) e investiga a utilização de estruturas financeiras no exterior para ocultar recursos oriundos de jogos de azar online.
Participação de Nelson Wilians
Nelson Wilians, um dos alvos da operação, foi identificado como um dos principais beneficiários das movimentações financeiras suspeitas. As notas fiscais emitidas pelo seu escritório não especificavam os serviços prestados, sendo utilizadas para justificar a entrada de valores no Brasil. A empresa PixStar, apontada como fictícia, foi usada para dar aparência legal às transações.
Detalhes do esquema
De acordo com a investigação, as notas fiscais serviam para justificar a entrada de somas milionárias no Brasil, simulando pagamentos por serviços advocatícios. A PixStar era utilizada para sustentar a narrativa de que as atividades de apostas ocorriam fora do Brasil, antes da legalização desse tipo de operação no país.
Repercussões legais
A operação autorizada pela Justiça Federal da Paraíba resultou na quebra de sigilos bancário e telemático dos investigados, além do sequestro de até R$ 1,1 bilhão. Os envolvidos podem responder por crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A defesa de Nelson Wilians afirma que a relação com a PixBet é estritamente profissional e limitada à prestação de serviços advocatícios.
Outras investigações
Nelson Wilians já havia sido alvo de outra operação da PF por suposta participação em fraudes e desvios do INSS. Em outra investigação, seu escritório foi associado a um esquema de venda de créditos falsos de ICMS, que teria sonegado R$ 3,8 bilhões. A defesa do advogado nega qualquer envolvimento em atividades ilícitas.
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