Meta atribui falhas técnicas à queda de alcance de Lula nas redes
A plataforma Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, declarou que “problemas técnicos” foram a causa da redução do alcance de postagens relacionadas à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais.
Em resposta às alegações da campanha de Lula, que sugerem favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), a Meta negou qualquer parcialidade. “As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”, afirmou a empresa, destacando que os problemas técnicos não afetaram exclusivamente o Brasil.
Repercussão e medidas legais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foram acionados pela campanha do PT, que levanta suspeitas de interferência no processo eleitoral brasileiro. A Meta foi intimada pelo TSE a esclarecer as restrições às postagens de Lula em um prazo de 48 horas.
A Secretaria Nacional de Comunicação do PT apontou que a página de Flávio Bolsonaro apresentava, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo com menos seguidores.
Histórico de controvérsias
A Meta já enfrentou polêmicas relacionadas ao uso de dados e manipulação de informações. Um dos casos mais notórios envolveu a Cambridge Analytica, que utilizou dados de usuários do Facebook para influenciar eleições, como a de 2016 nos EUA.
Em 2019, a Meta foi multada em US$ 5 bilhões pela Comissão Federal de Comércio dos EUA por enganar usuários sobre a privacidade de dados.
Meta e política internacional
Após Donald Trump reassumir a presidência dos EUA em 2025, Mark Zuckerberg, dono da Meta, anunciou colaboração com o governo republicano contra países que defendem a regulação das redes sociais.
O uso de plataformas digitais para direcionar conteúdos durante eleições continua a ser um tema de debate global, levantando questões sobre a influência das redes sociais nos processos democráticos.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



















