Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que não tentou censurar o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, Nunes Marques destacou que mudanças nas regras de funcionamento dos canais podem ser necessárias para beneficiar o processo eleitoral.
Discussões sobre mudanças nas regras
As declarações de Nunes Marques surgem após o TSE reconhecer que houve discussões sobre a proibição de canais políticos com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25). O presidente do TSE inicialmente se posicionou contra a proibição, enquanto o vice-presidente da Corte, André Mendonça, afirmou que o tema foi discutido em colegiado com consenso dos ministros.
Possíveis impactos nas redes sociais
Se as mudanças forem implementadas, o canal “Exército do Lula”, que possui quase 9 milhões de participantes, pode ser desativado. O mesmo pode ocorrer com o canal “Tropa do Flávio”, gerido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que conta com mais de 2 milhões de seguidores. Nunes Marques ressaltou que não liderará a iniciativa de mudança, mas não impede que outros ministros proponham alterações.
Acusações de desinformação e fake news
O TSE está focado no canal de Janones, que enfrenta pedidos de investigação por suposta manipulação de buscas com termos negativos à campanha de Flávio Bolsonaro. Janones considera as ações como perseguição. Ele incentiva seus seguidores a denunciar o que considera uma tentativa de censura. Nunes Marques reconhece que a remoção de um canal pode ser vista como censura, mas enfatiza que, se o canal dissemina fake news, a ação é a aplicação da legislação brasileira.
Reuniões com empresas de tecnologia
Nunes Marques se reuniu com representantes de empresas de tecnologia como Meta, Google, X, TikTok e Kwai para discutir a atuação das plataformas na reta final das eleições. O objetivo é alinhar as ordens recentes e garantir a integridade do processo eleitoral.
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Fonte: gazetadopovo.com.br




















