A Paraíba registrou um cenário alarmante em 2025, com uma média de nove mortes por dia decorrentes de doenças cardiovasculares. No total, 3.301 óbitos foram contabilizados no estado, revelando a gravidade das condições que afetam o coração e o sistema circulatório da população. Os dados, atualizados na última quarta-feira (29), são provenientes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e foram repassados pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB).
Este panorama coloca em evidência a necessidade contínua de atenção à saúde cardiovascular, que se mantém como uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo. As estatísticas do estado abrangem mortes por infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e Acidente Vascular Cerebral (AVC), tanto isquêmico quanto hemorrágico, com um detalhamento por faixa etária que permite uma análise mais aprofundada do problema.
O Cenário Alarmante das Doenças Cardiovasculares na Paraíba
As doenças cardiovasculares representam um grupo de condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos, sendo frequentemente associadas a fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, tabagismo e sedentarismo. A alta incidência de óbitos na Paraíba sublinha a urgência de políticas públicas eficazes de prevenção e tratamento, além da conscientização da população sobre a importância de hábitos de vida saudáveis e do diagnóstico precoce.
Com 3.301 mortes em um único ano, o estado reflete uma realidade nacional onde as enfermidades do coração e da circulação são um fardo pesado para o sistema de saúde e para as famílias. A média diária de nove perdas humanas não é apenas um número, mas um indicador do impacto social e econômico que essas doenças silenciosas podem causar, muitas vezes sem sintomas claros até que seja tarde demais.
Infarto e Insuficiência Cardíaca: Os Principais Vilões
Entre as causas de óbito relacionadas ao sistema cardiovascular, o infarto agudo do miocárdio se destacou como o maior responsável, com 2.141 registros na Paraíba em 2025. Embora a maior parte das vítimas esteja na faixa etária mais avançada, os dados revelam uma preocupante ocorrência em grupos mais jovens, desafiando a percepção de que o infarto é uma doença exclusiva da terceira idade.
- 19 a 29 anos: 10 mortes
- 30 a 49 anos: 194 mortes
- 50 a 69 anos: 802 mortes
- 70 anos ou mais: 1.133 casos
A insuficiência cardíaca, por sua vez, foi responsável por 686 mortes no mesmo período, com um padrão de aumento dos registros conforme a idade avança. No entanto, o levantamento apontou casos ainda mais delicados, como três mortes entre crianças de 1 a 9 anos e um óbito na faixa de 19 a 29 anos, evidenciando que a vulnerabilidade a essas condições pode se manifestar em qualquer etapa da vida, exigindo uma vigilância ainda maior.
- 30 a 49 anos: 69 mortes
- 50 a 69 anos: 270 mortes
- 70 anos ou mais: 334 casos
O Impacto do Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Estado
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), que inclui os tipos isquêmico e hemorrágico, também contribuiu significativamente para as estatísticas de mortalidade, totalizando 474 mortes na Paraíba em 2025. O AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe, causando danos cerebrais. Suas consequências podem variar de sequelas leves a graves, ou mesmo o óbito, como mostram os números.
- 30 a 49 anos: 20 casos
- 50 a 69 anos: 97 casos
- 70 anos ou mais: 357 casos
A prevalência de casos em idosos reforça a importância do controle de fatores de risco ao longo da vida, mas a ocorrência em faixas etárias mais jovens também acende um alerta para a necessidade de exames preventivos e acompanhamento médico regular. A recuperação de um AVC é um processo longo e desafiador, que exige suporte contínuo e, muitas vezes, reabilitação intensiva.
Paraíba no Contexto Regional: Desafios e Comparações
No cenário do Nordeste brasileiro, a Paraíba ocupa posições intermediárias, mas ainda preocupantes, no ranking de mortes por doenças cardiovasculares em 2025. Em relação aos óbitos por infarto, o estado ficou na 5ª posição, com 2.141 registros, dentro de um total regional de 24.234 mortes. Ficou atrás de estados como Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão, que apresentaram números ainda mais elevados.
Para a insuficiência cardíaca, a Paraíba também se manteve na 5ª colocação, com 686 mortes em um total de 7.639 registros na região. Já nos casos de AVC, o estado figurou na 6ª posição, atrás de Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Alagoas. Esses dados regionais são cruciais para a formulação de estratégias de saúde pública que considerem as particularidades e os desafios de cada localidade, buscando reduzir a incidência e a mortalidade por essas doenças.
A compreensão desses números é fundamental para direcionar investimentos em saúde, campanhas de conscientização e aprimoramento da infraestrutura de atendimento. Para mais informações sobre doenças cardiovasculares e prevenção, consulte fontes confiáveis como o Ministério da Saúde.
Acompanhar a evolução desses indicadores é um compromisso do PB em Rede, que busca oferecer informação relevante, atual e contextualizada para seus leitores. Continue conosco para se manter informado sobre este e outros temas que impactam diretamente a vida dos paraibanos e a realidade do nosso país.



















