O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, manter a cassação da ex-deputada Silvia Waiãpi, do PL do Amapá, em um caso que envolve o uso indevido de recursos do fundo eleitoral. A decisão, anunciada na última quinta-feira (30), rejeitou o recurso apresentado por Waiãpi, que foi acusada de utilizar esses recursos para financiar uma harmonização facial.
Acusações e defesa
O caso teve início em junho de 2024, quando o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) cassou o mandato de Waiãpi, determinando a retotalização dos votos. A acusação central é que a ex-parlamentar teria falsificado uma nota fiscal para justificar um gasto de R$ 9 mil com o procedimento estético, alegando tratar-se de uma despesa eleitoral da campanha de 2022.
O ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, destacou que a conduta de Waiãpi evidenciou a má gestão de recursos públicos, sublinhando a importância de uma administração responsável e orientada à finalidade legal, especialmente no exercício de funções públicas.
Contexto e repercussão
Silvia Waiãpi já havia perdido seu mandato anteriormente, em março de 2025, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que revisou o entendimento sobre as “sobras eleitorais”. Essa revisão resultou na perda de mandato de outros seis deputados, além de Waiãpi. As “sobras eleitorais” referem-se às vagas remanescentes após a divisão dos votos válidos pelo quociente eleitoral.
Em entrevista à CNN Brasil, Waiãpi afirmou que pretende recorrer da decisão do TSE, argumentando que a cassação se baseia em um diploma que já não existia. Ela também alegou ter sido condenada por transações bancárias realizadas por terceiros, sem seu conhecimento ou acesso às contas envolvidas.
Implicações para o cenário político
A decisão do TSE reforça a vigilância sobre o uso dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), destacando a necessidade de transparência e responsabilidade na gestão desses fundos. O caso de Waiãpi serve como um alerta para outros políticos sobre as consequências de irregularidades na aplicação de recursos públicos.
O episódio também acende debates sobre a integridade e a fiscalização dos processos eleitorais no Brasil, especialmente em relação ao uso de fundos públicos para fins pessoais. A decisão do TSE pode influenciar futuras reformas e regulamentações sobre o financiamento de campanhas eleitorais.
Próximos passos
Com a decisão do TSE, o cenário político no Amapá e em outras regiões pode sofrer alterações, dependendo dos desdobramentos legais e políticos. A ex-deputada Waiãpi ainda tem a possibilidade de recorrer, mas o caminho judicial pode ser longo e incerto.
O caso continua a ser acompanhado de perto por analistas políticos e pela população, que aguardam os próximos passos e suas implicações para o cenário eleitoral brasileiro. Para mais atualizações sobre este e outros temas, continue acompanhando o PB em Rede, comprometido com a informação de qualidade e contextualizada.
Fonte: gazetadopovo.com.br

















