UFPB inova ao transformar lixo orgânico em energia sustentável
Um projeto de extensão da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está revolucionando a forma como o lixo orgânico é tratado, convertendo-o em energia limpa. Desenvolvido pelo Departamento de Engenharia de Energias Renováveis, o projeto visa popularizar o uso de biodigestores, equipamentos que transformam resíduos orgânicos em biogás e biofertilizantes.
Funcionamento do biodigestor
O biodigestor é um tanque fechado que promove a decomposição de resíduos orgânicos por meio de uma reação bacteriana em ambiente sem oxigênio. Esse processo gera biogás, que após filtragem, pode ser utilizado como gás de cozinha. Além disso, o equipamento produz cerca de oito litros de biofertilizante diariamente, rico em nutrientes essenciais para as plantas.
Redução de custos e acessibilidade
O projeto da UFPB também busca tornar o biodigestor mais acessível. Atualmente, o equipamento custa cerca de R$ 12 mil, mas a intenção é reduzir esse valor para R$ 2 mil, permitindo sua disseminação em comunidades rurais. Segundo o professor Adriano Marques, a tecnologia de filtragem do biogás é o componente de maior valor agregado e a pesquisa foca em desenvolver uma solução local e econômica.
Benefícios do biofertilizante
O biofertilizante produzido pelo biodigestor é uma alternativa sustentável aos fertilizantes químicos tradicionais. Ele pode ser aplicado diretamente nas plantas, fornecendo nitrogênio, fósforo, potássio e microorganismos benéficos, sem prejudicar a saúde do solo. A estudante Michelly Sampaio destaca a facilidade de uso do fertilizante, que pode ser diluído em água na proporção de um para um.
Impacto ambiental positivo
A iniciativa da UFPB não só promove a geração de energia limpa, mas também contribui para a redução de resíduos orgânicos e a melhoria da qualidade do solo. Ao transformar lixo em recursos valiosos, o projeto representa um avanço significativo em práticas sustentáveis e pode servir de modelo para outras regiões do país.
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